ALIMENTAÇÃO

Preço do leite cai pelo 5ª mês seguido, diz pesquisa da Esalq

Por Roberto Gardinalli | roberto.gardinalli@jpjornal.com.br
| Tempo de leitura: 2 min
Roberto Gardinalli/JP

O preço do leite cru, produzido por laticínios, apresentou a quinta queda seguida no ano, de acordo com levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq de Piracicaba. Segundo o levantamento, a queda entre agosto e setembro de 2023 foi de 9,08%, com o litro do leite sendo vendido pelo produtor a R$ 2,05. Ainda segundo o Cepea, em um ano, a queda no preço foi de 31,54%.

O reflexo disso para o consumidor final em Piracicaba foi positivo, com o leite sendo vendido nos supermercados com o preço mais em conta em setembro com relação ao mês de agosto. Segundo o Índice da Cesta Básica da Esalq, o litro do leite era vendido em média a R$ 4,81 nos mercados piracicabanos em agosto, enquanto que, em setembro, o preço caiu para R$ 4,44 em média. A redução foi de 7,69% para o consumidor final.

De acordo com o Cepea, a explicação para a redução no preço é o aumento dos estoques internos no país, causado pelo aumento da produção, somados às importações de lácteos ainda elevadas. “Com isso, a pressão dos canais de distribuição nas negociações com os laticínios têm mantido em queda os preços dos derivados lácteos, e esse movimento vem sendo repassado ao produtor”, citou. “A expectativa do setor é de que o cenário de queda ainda se mantenha para o preço do leite cru captado em outubro, ainda que em menor intensidade”, completou.

PRODUÇÃO
Em relação à produção nacional, o Índice de Captação Leiteira do Cepea registrou alta de 0,36% de agosto para setembro, o que significa que o setor desacelerou. Entre os motivos citados estão o clima na região Sul do Brasil, que vem passando por episódios de chuvas intensas, além do estreitamento da margem do pecuarista.

Segundo o índice, o custo operacional da produção pecuária aumentou em 0,56%, puxada principalmente pela valorização dos insumos de produção, como adubos e combustíveis. “Esse cenário desperta preocupações ao setor, tendo em vista que a progressiva perda na margem do produtor pode diminuir os investimentos na atividade neste curto prazo”, concluiu.

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