DADOS

Operadores querem que WhatsApp deixe de ser de graça

Por Da Redação | Jornal de Piracicaba
| Tempo de leitura: 2 min
Estadão Conteúdo
Freepik

Christian Gebara, presidente da Telefônica Brasil (dona da Vivo) e também da associação de telecomunicações do Brasil (Telebrasil), anunciou que as operadoras de telefonia estão revisando a política de oferta gratuita de aplicativos em seus planos de internet móvel, incluindo serviços como WhatsApp, Spotify e Twitter.

Essa estratégia comercial, conhecida como "zero rating," ganhou popularidade ao longo dos anos como uma maneira de atrair clientes interessados em redes sociais, vídeo e música. No entanto, com a popularização do 4G e a crescente adoção do 5G, o volume de dados gerados por esses aplicativos aumentou significativamente, criando desafios para as operadoras em termos de capacidade de rede e tecnologia.

Gebara explicou durante uma entrevista coletiva que as operadoras estão preocupadas se essa gratuidade realmente beneficia os consumidores, uma vez que pode impedir que as operadoras ofereçam a cobertura desejada.

Ele destacou que o tráfego de dados está crescendo globalmente a uma taxa de 20% a 30%, com a maior parte desse fluxo proveniente de algumas poucas empresas de tecnologia. As operadoras buscam um modelo em que essas empresas paguem pelo uso de suas redes para ajudar a sustentar o crescimento acelerado e os investimentos necessários.

Gebara também enfatizou a importância do investimento em infraestrutura de rede para atender áreas atualmente não atendidas. Isso, por sua vez, requer financiamento adicional.

Sobre a questão da telefonia fixa, Gebara expressou otimismo em relação à busca de um consenso em relação à concessão desse serviço, que foi objeto de discussão no Tribunal de Contas da União (TCU). A Telefônica optou por buscar um acordo com a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) com a mediação do TCU, suspendendo o processo de arbitragem.

O serviço de telefonia fixa tem enfrentado queda na receita e é considerado economicamente insustentável pelas empresas do setor. Gebara ressaltou que atualmente esse serviço representa apenas 6% do faturamento do grupo.

A negociação incluirá a migração do regime de concessão para o de autorizações, com custos estimados em cerca de R$ 8,7 bilhões, de acordo com a Anatel. Gebara expressou confiança de que o TCU ajudará a alcançar um consenso benéfico para todas as partes envolvidas.

No entanto, não foram fornecidos detalhes sobre o valor reclamado pela empresa no processo de arbitragem. As empresas Oi e Embratel (do grupo Claro) também têm processos semelhantes em andamento.

Comentários

Comentários