Em homenagem aos ícones do jazz norte-americano, a OSP (Orquestra Sinfônica de Piracicaba) está preparando um espetáculo musical "OSP goes Jazz", que promete ser uma viagem sonora das décadas de ouro do jazz. Este concerto acontecerá no Centro de Convenções de Águas de São Pedro, amanhã (28), às 18h, com entrada gratuita para o público. Não há necessidade de retirar ingresso e a expectativa é de um público de 1.000 pessoas.
Sob a regência do maestro alemão Knut Andreas, o concerto contará com a participação do cantor Gabriel Locher e do percussionista Rafael Peregrino como solistas. A apresentação também terá intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais), para as pessoas com deficiência auditiva.
Este concerto é realizado com o apoio da Lei de Incentivo à Cultura do Governo Federal e conta com o patrocínio prata da Caterpillar, Drogal e Hyundai, além do apoio da Prefeitura de Águas de São Pedro e da Semac (Secretaria Municipal da Ação Cultural). Diversos parceiros estão envolvidos nessa iniciativa, incluindo a Empem (Escola de Música de Piracicaba Maestro Ernst Mahle), Ibis Styles Piracicaba, Jornal de Piracicaba, Monte Sul, Padaria do Vovô, Rádio Educativa FM e Rádio Jovem Pan Piracicaba.
Segundo o maestro Knut Andreas, o concerto mescla a execução apenas de obras instrumentais, portanto, apenas pelos músicos da orquestra, e outras acompanhadas pelo barítono Gabriel Locher. “Estamos propondo uma viagem musical ao público, que terá a chance de ouvir um repertório de sucessos que ficaram conhecidos nas principais vozes americanas ao longo das décadas”, conta.
Com a participação do cantor Gabriel Locher, conhecido como o "novo crooner brasileiro", a OSP apresentará sucessos imortalizados por Frank Sinatra, como "Fly Me To The Moon", "I've Got You Under My Skin", "Night and Day", "Feeling Good", "Come fly with me" e "The Way You Look Tonight".
Outro destaque é "The golden age of the Xylophon", um solo de xilofone que recebeu um arranjo especial do percussionista da OSP, Rafael Peregrino, responsável pela execução da obra. A peça estreou em 1987 durante uma transmissão de rádio ao vivo na China, para uma audiência de 60 milhões de pessoas.
Jovens talentos do Centro de Reabilitação Piracicaba participam de concerto da OSP
A música tem o poder de transcender e superar limites. O concerto "OSP goes Jazz" não apenas homenageará os mestres do jazz norte-americano, mas também dará destaque a jovens talentos do CRP (Centro de Reabilitação Piracicaba), que terão a oportunidade de compartilhar seu amor pela música com o público.
Lucas Alexandre e Nathan de Barros, assistidos pelo CRP, farão uma participação especial durante a apresentação, onde interpretarão a música "Só o começo", uma composição de Pedro Valença, com arranjo de Reinaldo dos Anjos. Os jovens, com o sonho de se tornarem cantores, aprimoraram suas habilidades musicais no coral da instituição. Para eles, a oportunidade de se apresentar ao lado da OSP é um momento emocionante em suas jornadas.
"Eu sempre gostei de cantar. Deus me deu esse dom. Eu sinto muita alegria quando eu canto", compartilhou Nathan. Lucas acrescentou: "Queremos ajudar as pessoas com as nossas histórias de vida. A música é uma forma de mostrarmos para as pessoas que nós conseguimos, apesar da deficiência”, ambos os jovens estão ansiosos pelo momento.
Lucas, apaixonado pela música, também tem um canal de RAP no Youtube (youtube.com/@lukaoomensageiro9960), onde compartilha sua história de vida e experiências pessoais. Ele acredita que a música é uma poderosa forma de expressão. "Eu trago minha história de vida, conto o que acontece no meu dia-a-dia, o que eu estou sentindo no momento. Eu gosto bastante de me expressar por meio da música. É importante as pessoas conhecerem minha forma de se expressar", contou ele ao JP.
A professora de música Raquel Angeoleti, que orienta os assistidos do CRP, enfatizou a importância da música na vida dos jovens. "A música muda a vida das pessoas porque elas encontram uma forma de cultura e de linguagem diferente que não se encontra em outros lugares. Para eles, foi muito importante para a maturidade, porque quando eles iniciaram, eles tinham dificuldade de relacionamento também. No coral, eles fizeram amizade, aprenderam a respeitar os amigos", destacou Raquel.