ABAIXO-ASSINADO

VÍDEO: ‘Movimento Salve a Boyes’ faz campanha contra construção de torres residenciais

Por André Thieful |
| Tempo de leitura: 2 min
Claudinho Coradini/JP
Grupo de mobiliza para impedir a construção de torres residenciais na antiga fábrica da Boyes
Grupo de mobiliza para impedir a construção de torres residenciais na antiga fábrica da Boyes

Um abaixo-assinado lançado na semana passada intitulado ‘Movimento em Defesa da Boyes visa barrar a construção de torres residenciais na antiga fábrica. Em junho passado, o Codepac (Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural) autorizou a demolição de prédios do local na rua Antonio Corrêa Barbosa, onde seria construído um shopping. O conjunto é formado por 13 prédios, dos quais seis devem ser demolidos.

A petição pública lançada na semana passada alerta que “o empreendimento visa construir um centro comercial e quatro torres residenciais com mais de 90 metros praticamente na orla do Rio Piracicaba” de acordo com a petição, a fábrica da Boyes e as construções do Engenho Central, formam um conjunto arquitetônico, que remonta ao século 19.  “É fundamental nos posicionarmos pois a preservação da Boyes vai muito além de seu aspecto físico”, diz a petição. “Devemos fazer essa discussão de forma transparente e democrática. Decidir em conjunto com todas as representações da cidade, com seus cidadãos, qual o destino mais adequado para a Boyes” argumenta os organizadores do abaixo-assinado.

O historiador e produtor visual Pablo Carajol Delvaje explica que o objetivo é trazer ao debate público esse empreendimento e os riscos que ele pode gerar para a região. “Como a descaracterização da região, as questões de proteção patrimônio, tanto estadual quanto municipal. A gente também levantou estudo do professor Arquimedes Dutra que essa área tem indícios de povoações indígenas que habitaram aqui”, disse.

Ele explica que no entorno da antiga Boyes há vários prédios tombados. “O próprio prédio da fábrica tem tombamento municipal. Também tem tombamento municipal o Museu da Água, o Palacete Luiz de Queiroz, a Casa do Povoador e o Engenho Central. Entre esses, Engenho Central e Casa do Povoador tem tombamento estadual”, explica.

A educadora Carina Neder Petrini entende que a população deve se manifestar e ser ouvida sobre o projeto. “O horizonte que se apresenta, de haver a possibilidade de um alto investimento privado em uma região de suma importância para a história social e econômica da nossa cidade deve contar com a aprovação popular e deve apresentar o compromisso de não gerar mais apagamento na história indígena e negra na nossa cidade”, diz.

O presidente do Codepac, Esio Pezzato, foi procurado pelo JP para falar sobre a aprovação ocorrida no dia 16 de junho. Ele disse que o órgão se manifestaria apenas pelo Departamento de Comunicação da Prefeitura. O JP questionou se o Codepac não tinha autonomia para responder aos questionamentos, mas o presidente do órgão desligou o telefone.

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