LEGISLATIVO

Câmara impede JP a ter acesso aos depoimentos da CPI do caso Jamilly

Por André Thieful |
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Arquivo Pessoal
Jamilly foi levada à UPA após sofrer uma picada de escorpião e morreu pela demora ao receber o soro
Jamilly foi levada à UPA após sofrer uma picada de escorpião e morreu pela demora ao receber o soro

A Câmara Municipal de Piracicaba negou ao Jornal de Piracicaba o acesso aos depoimentos de testemunhas e profissionais de saúde à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga o atendimento prestado pela UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Frei Sigrist, na Vila Cristina, à menina Jamilly Duarte, de 5 anos, no dia 12 de agosto.

Jamilly foi levada à UPA após sofrer uma picada de escorpião. Mesmo a unidade de saúde sendo referência para soro antiescorpiônico, a criança não recebeu o antídoto, que estava disponível na unidade. Em estado grave, ela foi transferida para a Santa Casa – outra unidade de saúde referenciada para esse tipo de atendimento na cidade - onde recebeu o soro, mas não resistiu.

A CPI começou a colher os depoimentos na sexta-feira (06). Na segunda-feira, o Jornal de Piracicaba solicitou acesso a todos depoimentos gravados em vídeo e também o acesso ao local do depoimento. O Departamento de Comunicação da Casa informou que o acesso poderia ser permitido se fosse elaborado um ofício destinado à presidência da Comissão. Quanto aos depoimentos gravados em vídeo, o JP foi informado pela assessoria da presidência da Câmara que o material não seria disponibilizado.

Dessa forma, toda o conteúdo noticiado sobre as investigações do caso ficam restritos ao publicado pelo Departamento de Comunicação da Câmara.

Nesta terça-feira (10), a Câmara Municipal foi novamente questionada sobre o acesso aos depoimentos e emitiu uma nota assinada pelo presidente CPI, Acácio Godoy: “Esclareço que a CPI trata de assunto delicado, ou seja, a morte de uma criança. O objetivo principal é esclarecer os fatos, desta forma, a publicidade de partes sensíveis dos depoimentos pode comprometer o andamento do processo. Temos ainda que nos atentar ao fato de que os depoentes nem sempre autorizam a divulgação de sua imagem e profissão. Desta forma, a CPI divulga suas ações por meio do veículo oficial da Câmara, que é o Departamento de Comunicação Social. Queremos salientar que a transparência do processo é garantido pela apresentação do relatório final que é feito publicamente no plenário e também que a mãe da menor Jamilly nomeou representante legal que está acompanhando do processo como ouvinte”.

Nesta quarta-feira (11) quatro funcionários da UPA Vila Cristina devem ser ouvidas pela Comissão.

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