Alexander Muniz de Oliveira, de 47 anos, o deputado Alex Madureira (PL), nasceu no HFC (Hospital dos Fornecedores de Cana) em Piracicaba e cresceu em Ártemis, onde o pai e a mãe moram até hoje. Alex começou a trabalhar aos 15 anos para ajudar a custear os estudos como aprendiz de ajustador mecânico. No ensino superior, cursou Análise de Sistema na Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba).
Em 1998 começou a participar da Congregação da Assembleia de Deus, Ministério de Madureira, em São Pedro. Iniciou sua trajetória ministerial e no ano de 2007, retornou a Piracicaba, já como secretário-geral do Campo. Ele deixou a metalurgia e passou pelas funções de desenhista, programador e encarregado do setor para dedicar-se à igreja. Em 2009 foi consagrado a pastor.
Por meio da igreja, começou o envolvimento com a política. Em 2010 e 2014 organizou campanhas para deputado estadual e federal, em 2012 e 2016 atuou nas eleições para o cargo de vereador em São Paulo. Após o sucesso nos pleitos foi convidado para ser secretário parlamentar na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. A experiência o transformou em um candidato natural e, em 2018 concorreu pela primeira veze foi eleito deputado estadual com 118 mil votos e, em 2022, foi reeleito. Em segundo mandato, Alex já deixou claro que pretende concorrer ao cargo de prefeito de Piracicaba no ano que vem. Alex Madureira é casado e tem um filho de 23 anos.
Alex, como começou sua vida profissional?
Eu comecei como aprendiz, eu era aluno do Senai e saí empregado na antiga Metalúrgica Santin. Trabalhei lá por um ano e meio. Com 14 anos eu já era registrado, já tinha conta em banco e tinha talão de cheque. Foi uma experiência muito boa pra mim. E dali começou a paixão pela metalúrgica, coisas que vinham do meu pai. E eu acabei saindo da Santin e fui só estudar. Fui fazer cursinho, me preparar e, em 1997, fui estudar análise de sistemas na Unimep. E voltei pra trabalhar na metalúrgica de novo, mas lá em Ártemis. E comecei como tirador de cópia e depois disso virei desenhista. Fiz curso de desenhista e de desenhista virei programador de máquinas de corte dentro da mesma empresa e depois de operador de máquina para encarregado do setor de corte. Depois fui para Rio das Pedras. Trabalhei nessa empresa até 2007.
E quando começou seu envolvimento com a política?
Então, aí que começa a minha história, um pouquinho de envolvimento com a parte política. Eu fui trabalhar de secretário executivo na Assembleia de Deus aqui de Piracicaba e foi aí que comecei o meu primeiro envolvimento com a política, em 2004. Nesse ano, nós participamos da primeira campanha organizando equipes de campanha política em Piracicaba. Depois, em 2006, veio a primeira eleição que a gente trabalhou organizando campanha também para um deputado estadual e um federal. Os dois foram eleitos. Um era de São Paulo, de Santo André, e outro era daqui de Piracicaba. O Mendes Thame e o José Domingos Bittencourt. Os dois foram eleitos. E depois, em 2018, a gente trabalhou como deputado federal. A gente se envolveu muito na campanha política de 2008. Nós ajudamos vereador a se eleger, nós ajudamos prefeito a se eleger. Depois veio a campanha de deputado estadual e federal de novo em 2010.Etambém os candidatos que a gente ajudou acabaram sendo eleitos. O estadual foi o(pastor) Dilmo , que foi eleito pelo PV. E o deputado federal foi a Bruna Furlan. Em 2010, nessa campanha eu me mudei pra São Paulo, pra organizar essa campanha política. Em 2012, trabalhei de novo na coordenação de campanha de vereadores.
Quando você foi eleito?
Em 2017 me chamaram e falaram “olha, você vai ser o candidato agora (2018). Nós vamos lançar candidato a deputado federal e estadual e fui candidato a estadual e fui eleito com 118.294 votos. Em 2019, a gente começou a trabalhar e voltar o meu trabalho para Piracicaba e devolver para a população tudo que aprendi aqui e que levei pra São Paulo. Em 2020, voltei a morar em Piracicaba e, aí sim, efetivamente, transformamos a cidade em nossa base política.
Na eleição de 2022 você foi reeleito deputado estadual, mas já atuando mais fortemente em Piracicaba. O que significou essa reeleição para você?
Quando a gente transferiu o escritório político para Piracicaba foi por entender que essa é uma terra de oportunidades. A cidade cresceu muito nos últimos dez anos e, apesar dos problemas que existem, o cidadão continua tendo amor por Piracicaba. E isso resultou na nossa reeleição. Eu acabei sendo o deputado mais votado na cidade e foi uma grata surpresa pra mim, mas que, ao mesmo tempo, traz uma responsabilidade muito grande porque as minhas ações precisam atender as expectativas das pessoas e eu tenho trabalhado muito para isso.
Ano que vem tem eleições municipais. Você já se manifestou e disse que pretende concorrer a o cargo de prefeito, mantém essa ideia?
Aí são duas situações nesse caso específico. Uma delas é o partido, o PL, que soltou uma resolução nacional que diz que em municípios com mais de 200 mil eleitores o partido terá candidatura própria. Por outro lado, também encontro muita gente na rua, nas redes sociais, pedindo que a gente se apresente como opção. A gente sabe que escolhas ruins têm prejudicado muito a vida das pessoas. Mas não precisamos atacar ninguém, não é esse nosso intuito, mas sim dizer que, dependendo das escolhas que a gente faz na vida, que nós já vimos em gestões passadas, acabaram deixando um legado de graves problemas que a cidade enfrenta nos dias de hoje. Não são problemas que nasceram agora. Piracicaba tem problemas estruturais na área da saúde, da educação, segurança pública, zeladoria, são problemas estruturais, mas temos problemas pontuais também. Piracicaba é uma cidade de grande potencial, de grandes oportunidades e bom orçamento e tem que ser administrada de forma correta, com muita lisura, mas também precisa ser administrada de forma política. Precisa ter articulação política necessária para fazer com que as coisas funcionem.
Como deputado, você já encaminhou várias emendas para Piracicaba. Mas, apesar dos recursos terem sido liberados, não foram utilizados pelo Executivo. Como você vê essa situação?
É muito triste, eu gostaria de ter visto esse recurso beneficiar a população de alguma forma. Vamos falar do campo do XV, a troca da iluminação, a reforma do vestiário, ia fazer com a prefeitura evitasse de gastar esse recurso porque a emenda é um recurso extra. O grupo escolar (de Ártemis) é uma pena ver a situação que está lá hoje, abandonado, destruído, em ruínas e ali era uma obra de restauração de um grupo escolar que foi doado por uma família Ártemis para a prefeitura. Era um casarão histórico que foi doado. O abandono não é culpa da administração atual, mas vem de mais de dez anos.
Você sempre fala da implantação do restaurante Bom Prato, em Piracicaba. Mas como vê a postura da prefeitura com relação a esse assunto?
Esse é outro assunto que me incomoda muito. Fiquei muito triste um dia desse quando encontrei uma pessoa, um senhor de 70 anos, mais ou menos. Ele me perguntou se era eu que ia trazer o Bom Prato para Piracicaba e eu expliquei que não depende só de mim. Ele disse viaja todo dia pra Rio Claro, toma café da manhã, fica pro almoço e volta à tarde. E disse ainda que não és ó ele que faz isso. Ele é aposentado e não paga passagem. O pior é que a desculpa que foi dada para não implantar o Bom Prazo em Piracicaba em 2020, quando a gente começou essa tratativa para trazer o programa para a cidade, foi dizer que a área central iria sofrer com isso, que os restaurantes do Centro iriam ter prejuízo, mas isso não entra na minha cabeça, porque quem vai no restaurante pagar R$ 20, R$ 30 para almoçar, não vai no Bom Prato, mas o Bom Prato viraria uma opção para que não tem R$ 20 para almoçar. Então isso me entristece muito, mas vamos continuar trabalhando. A cidade está classificada no programa e ainda vai ser contemplada. Eu não vou desistir, isso é uma busca do meu mandato.
O Bom Prato deve ser instalado na área central da cidade, justamente um local que v em sofrendo com vazios urbanos. De que maneira, o empreendimento ajudaria a movimentar e revitalizar a região central?
Esses vazios urbanos são reflexo de um problema nacional. A área central sofreu muito nos últimos ano, também devido à pandemia. Agora, precisa de um trabalho. Você entidades de classe fazendo como Acipi (Associação Comercial e Industrial de Piracicaba), o próprio Simpespi (Sindicato das Indústrias de Piracicaba e região), o Ciesp, fazendo um trabalho que, teoricamente, deveria ser feito pelo Poder Público , que é um trabalho de preparação de qualificação e fomento do comércio. A Prefeitura precisa incentivar, de alguma forma, o comércio do Centro, criar programas que incentive a ocupação do Centro.
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