NOVA PANDEMIA

Superbactérias já matam 1 milhão ao ano enquanto farmacêuticas abandonam pesquisas

Por Da Redação | Jornal de Piracicaba
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O relatório “Incentivando o Desenvolvimento de Novos Tratamentos Antibacterianos 2023”, da OMS (Organização Mundial da Saúde), apontou que a indústria farmacêutica tem deixado de lado o desenvolvimento de antibióticos para combater as chamadas superbactérias, ao mesmo tempo em que o número de mortes causadas por microrganismos resistentes aos remédios saltou de 700 mil para 1,2 milhão em todo o mundo. Segundo a OMS, até 2050, o número de mortos por ano pode chegar a 10 milhões se nada for feito

Segundo o relatório, as bactérias têm se tornado resistentes aos medicamentos com mais facilidade, o que faz com que as farmacêuticas percam o interesse em desenvolver novos medicamentos ou atualizar os que já estão disponíveis. Atualmente, segundo a OMS, as pesquisas são "insuficientes", já que apenas 77 novos antibióticos estão em estudo.

A resistência aos antimicrobianos, em particular aos antibióticos, é uma preocupação crescente em todo o mundo devido ao uso inadequado desses medicamentos. A exposição inadequada a antibióticos permite que bactérias mais resistentes sobrevivam e se reproduzam, seguindo a teoria da seleção natural de Charles Darwin. Esse problema afeta tanto países desenvolvidos quanto em desenvolvimento, sendo mais grave onde o controle e orientação do uso de antibióticos são deficientes.

A resistência pode ocorrer devido a mutações ou troca de material genético entre microrganismos. Ela se estende não apenas aos antibióticos, mas também a antivirais, antifúngicos e antiparasitários, afetando a eficácia dos tratamentos. O uso correto e responsável de antibióticos é essencial para evitar a proliferação de bactérias resistentes.

Outros fatores que contribuem para o surgimento de superbactérias incluem tratamento inadequado, uso de antibióticos em doenças virais, escolha inadequada de antibióticos e uso descontrolado em animais de consumo humano. Os serviços de saúde, com alta concentração de microrganismos e antibióticos, também são locais de preocupação.

A resistência limita as opções de tratamento e torna as infecções mais difíceis de combater. É crucial adotar medidas para conter essa ameaça, envolvendo tanto pacientes quanto profissionais de saúde na prescrição responsável de medicamentos.

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