Dados do Serasa Experian indicadores econômicos de referência tanto para o comércio e a indústria, como para o setor de serviços -, apontam que, em julho deste ano, 16.332 empresas de Piracicaba estavam negativadas devido à inadimplência. As dívidas do grupo somavam R$340,808 milhões. Os números, no entanto, apresentam uma queda em relação ao primeiro mês do ano, quanto a inadimplência atingia 17.343 empresas, porém, com a soma dos débitos em R$325,348 milhões.
Na avaliação do economista Ricardo Busso, depois de atingir o auge no início da pandemia de covid-19, em 2020, o número de empresas inadimplentes em Piracicaba tem decaído gradativamente em 2021 e 2022, até a ‘infeliz retomada agora, em 2023’.
“Se tomarmos como referência a estimativa da Econodata (plataforma de prospecção e inteligência em vendas), de que a cidade abriga cerca de 56 mil empresas, o resultado médio de 17 mil inadimplentes em 2023 é muito preocupante”, aponta Busso.
Segundo ele, a maior parte dos empreendimentos instalados passa pela prova de fogo da pandemia, que consumiu recursos, créditos e estratégia para sobrevivência, limitando o arsenal de possibilidades para atravessar o que viria à frente.
“Passada a fase das portas fechadas, as empresas precisaram, ainda, enfrentar escassez de alguns materiais e insumos, inflação muito além dos padrões dos últimos anos, que corroeu a renda disponível do consumidor, além de altíssimas taxas de juros, que desligaram o maior motor do consumo no Brasil, o crédito”, avalia.
A somatória desses fatores levou ao atual quadro, que segundo o economista, pode começar a melhorar, coincidindo com o início do ciclo de queda da taxa básica de juros no país, o levantamento demonstra uma redução significativa no número de empresas inadimplentes no mês de julho, conjugado com a elevação da dívida média, o que, segundo ele, pode significar o início das renegociações, já que as taxas sinalizam um cenário mais atrativo ou menos hostil.
“O mesmo movimento de queda de juros também destrava crédito e tem a capacidade de elevar consumo, favorecendo vendas”, afirma Busso acrescentando que, a grande vilã da economia, a inflação, tem se mostrado mês a mês mais comportada que as expectativas do mercado. “São sinais que mostram consistência da melhoria”, avalia.
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