O réu Anderson Andrade do Santos, de 40 anos, foi condenado, nesta quinta-feira (21) a 29 anos, quatro meses e cinco dias de prisão, em regime fechado, pelo assassinato da ex-mulher dele, Carolina Dini Jorge, no dia 24 de março de 2022. O júri começou na manhã desta quinta-feira (21) e terminou por volta das 18h40.
Pelo menos cem pessoas acompanharam o julgamento, que começou no período da manhã. Senhas foram distribuídas para controlar o acesso à sessão. A sentença de condenação foi lida às 18h35. “Foi condenado por homicídio quadruplamente qualificado”, disse o juiz Luiz Antonio Cunha, titular da Vara do Juri e Execuções Criminais, ao ler a sentença. “É necessário entender que o judiciário cumpre a sua função. Houve reconhecimento do crime cometido por ele”, disse o juiz ao JP.
O promotor titular da Vara do Júri, Aluísio Maciel Neto, vai recorrer da sentença. Ele explicou que o objetivo é aumentar a pena. “Há margem para aumentar a pena base” disse. Na sentença, a pena base de prisão para o réu ficou em 14 anos. O advogado do réu, Joel Santos, entendeu que a pena foi justa, mas informou que o réu vai recorrer.
De acordo com o irmão da vítima, Rodrigo Dini, a expectativa da família era que a pena ficasse em torno dos 30 anos, “mas a pena poderia ser maior”, afirmou. Em entrevista ao Jornal de Piracicaba, na edição de ontem, ele disse que a família esperava por uma pena severa. “Compatível com a barbárie que foi e que seja uma pena que nos possibilite dar estrutura para as crianças, para que elas sejam encaminhadas para uma vida próspera, com segurança para que, na eventual saída, daqui a alguns anos, desse criminoso, eles tenham condições de se defender”, disse.
O CRIME
O crime ocorreu na tarde de 24 de março na rua Ajudante Albano, bairro São Dimas, em frente à Escola Estadual Honorato Faustino. Carolina foi atacada pelo ex-marido quando foi buscar a filha na escola. Ela desceu do carro e, quando percebeu que o ex-marido estava no local, tentou voltar para o veículo, porém não teve tempo de fechar a porta. Ele entrou no carro e a esfaqueou com diversos golpes. Em seguida, saiu do veículo e fugiu. A Guarda Civil, Polícia Militar e Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foram chamados, mas a vítima morreu no local. O óbito foi atestado pelo médico Rodrigo Zabaglia. Dentro do veículo, foi localizada a bolsa da vítima com diversos pertences, além de aparelho celular e uma bainha. Anderson foi preso no Rio de Janeiro seis dias depois, em uma operação da Polícia Civil do Estado de São Paulo e da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Ele tentava tirar um documento falso quando foi preso.
Desde que foi preso, tentou recursos para conseguir responder ao crime em liberdade, mas todos foram negados. A defesa dele também tentou transferir o júri para outra cidade, mas também não teve sucesso. Agora, condenado, o réu tem o direito de recorrer, mas preso.
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