JÚRI POPULAR

Família espera pena severa para ex-marido de Carolina Dini Jorge, que será julgado hoje

Por André Thieful | andre.estevao@jpjornal.com.br
| Tempo de leitura: 2 min
Claudinho Coradini/JP

O julgamento do réu Anderson dos Santos Andrade, de 40 anos, ocorrerá hoje (21), no Fórum de Piracicaba. Anderson será julgado pelo assassinato da ex-mulher, Carolina Dini Jorge. A sessão está marcada para começar às 9h.

O  crime ocorreu no dia 24 de março na rua Ajudante Albano, bairro São Dimas, em frente à Escola Estadual Honorato Faustino. Carolina foi atacada pelo ex-marido quando foi buscar a filha na escola. Ela desceu do carro e, quando percebeu que o ex-marido estava no local, tentou voltar para o veículo, porém não teve tempo de fechar a porta. Ele entrou no carro e a esfaqueou com diversos golpes. Em seguida, saiu do veículo e fugiu.

A Guarda Civil, Polícia Militar e Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foram chamados, mas a vítima morreu no local. Anderson foi preso no Rio de Janeiro seis dias depois.
“A expectativa da família é que seja uma pena exemplar, compatível com a barbárie que foi e que seja uma pena que nos possibilite dar estrutura para as crianças, para que elas sejam encaminhadas para uma vida próspera, com segurança para que, na eventual saída, daqui a alguns anos, desse criminoso, eles tenham condições de se defender”, disse Rodrigo Dini Jorge, irmão de Carolina. “Pensando na minha mãe, ela é idosa, a gente torce para que ela desfrute dos anos que ainda restam para ela, sabendo que esse criminoso está preso e não em liberdade, com risco iminente de aparecer e vir atrás das crianças”, disse.

Após o crime, Rodrigo Dini assumiu a tutela da filha de Carolina. O outro filho dela mora e estuda em outra cidade. Rodrigo explica como foi lidar com a tragédia familiar e amparar os sobrinhos. “Minha mãe teve uma participação fundamental nessa história, minha sobrinha ficou muito tempo com ela nesse período e o irmão dela ficou mais comigo. Quando isso [o crime] aconteceu eu morava em Minas Gerais. Logo que eu cheguei, meu sobrinho fez questão de estar comigo em todos os trâmites. Então, a gente foi fazer a liberação do corpo, escolhemos caixão. A gente foi junto escolher roupas para vesti-la. Foi um processo bem complicado, bem doloroso”, disse.

A advogada da família, Jussara Oda Moretti, conta que, no júri, serão ouvidas quatro testemunhas, além do interrogatório do réu, debates de acusação e defesa. “Se todas as qualificadoras forem acolhidas pelo júri, ele não é mais réu primário, a gente tem estimativa de 30 anos de prisão”, disse.

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