Em julho deste ano, o fechamento do Oapes (Observatório Astrônimo de Piracicaba Elias Salum) completou dois anos. Naquele mês, a administração municipal não renovou o contrato que a prefeitura tinha com a empresa do astrônomo Nelson Travnik, que era o responsável pela administração do local, vinculado à Secretaria Municipal da Educação. Travnik, que também foi o fundador do Observatório, morreu nesta quinta (07), aos 87 anos, em Campinas, cidade onde morava.
Em 2021, a prefeitura informou que o contrato com a empresa não seria renovado devido à necessidade de encontrar um novo espaço, “mais adequado para suas atividades”.
Dois anos e dois meses depois, porém, a situação permanece estagnada e a cidade continua sem observatório. A Prefeitura chegou a lançar, em 2022, um edital para contratar uma empresa para elaborar um estudo para “prestação de serviço de consultoria individual em implantação de Centro de Ciências de Visitação Pública com Planetário e Observatório Astronômico e assessoria para a gestão inicial de equipe de trabalho’, mas o pregão foi impugnado, a pedido de uma empresa que alegou falta de informações no edital. O valor da contratação estava previsto em R$ 90 mil.
Em junho deste ano, a impugnação foi confirmada no Diário Oficial do Município. “Comunicamos que após a impugnação interposta e com base em parecer jurídico que opina pela procedência da impugnação, com o acato da Secretaria Municipal da Educação, retorne o processo para a unidade requisitante para revisão e definição dos pontos reclamados”, traz a publicação. O Observatório Astronômico de Piracicaba Elias Salum foi construído em 1991, na rodovia Fausto Santomauro, km 3, após reivindicação da AAAP (Associação dos Amadores de Astronomia de Piracicaba), que tinha como presidente Elias Salum. Além da observação, o OAPES também oferecia cursos.
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