DENGUE

Em 1 ano, casos dobram e mortes triplicam em Piracicaba

Por Beto Silva | beto.silva@jpjornal.com.br
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Divulgação

Os casos positivos mais que dobraram e as mortes por dengue triplicaram em Piracicaba neste ano, em relação ao ano passado. De acordo com o banco de dados da Vigilância Epidemiológica, de 1º de janeiro até ontem (5),  foram registrados 2.904 casos confirmados e três mortes por dengue. No mesmo período do ano passado, foram 1.425 casos e um óbito; já em 2021, foram 5.317 diagnósticos positivos e uma vítima fatal.

Para enfrentar a doença, o PMCA (Plano Municipal de Combate ao Aedes) tem realizado arrastões pela cidade, recolhendo potenciais criadouros no Aedes aegypti, mosquito transmissor  da dengue, zika, chikungunya e febre amarela urbana. No último sábado, as equipes recolheram 3,97 toneladas de inservíveis no trabalho realizado nos bairros de Tupi, Jardim Bartira e Parque Peória.  Neste sábado (9), as equipes estarão no bairro Verde e Higienópolis, das 8h às 14h.

Alguns dos cuidados mais importantes para a prevenção da dengue são eliminar focos de água parada; manter os pratos de vasos de flores e plantas com areia até a borda; guardar garrafas com a boca virada para baixo; limpar sempre as calhas dos canos; não jogar lixo em terrenos baldios; colocar o lixo sempre em sacos fechados; manter baldes e caixa d'água devidamente tampados e piscinas com colocação de cloro; não deixar acumular água em pneus; furar latas de alumínio antes de serem descartadas para não acumular água e lavar bebedouros de aves e animais pelo menos uma vez por semana.

Em caso de suspeita da doença, entrar em contato imediatamente com a unidade de saúde mais próxima da residência e jamais utilizar medicação por conta própria.

CLIMA

 Para o coordenador do plano, Sebastião Amaral Campos,  este ano, segundo dados climatológicos, o clima está sob influência do fenômeno natural El Niño, que tem como características apresentar temperaturas altas e chuvas intercaladas. 

"Essa condição é muito propícia para o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, se reproduzir, o que acarreta num aumento expressivo de sua população.

Consequentemente, a probabilidade de aumentar a contaminação de mosquitos com o vírus da dengue, e a sua transmissão é alta", apontou.

Ele alertou que toda a população deve ter olhos voltados com mais intensidade para o controle e eliminação dos criadouros do mosquito, principalmente dentro de casa.

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