ESPETÁCULO

Commune traz comédia absurda Ubu Rei, de Alfred Jarry, ao palco do Sesi Piracicaba

Por Redação | redacao@jpjornal.com.br
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Francielle Arantes

Nesta sexta-feira (1º) e sábado (2), às 20h, o Teatro do Sesi de Piracicaba a comédia “Ubu Rei”, montagem do Coletivo Teatral Commune (São Paulo), baseada no texto de Alfred Jarry, com direção de Armando Liguori Júnior, tradução e concepção de Augusto Marin. O grupo traz para a montagem uma releitura contemporânea de Ubu Rei, de Alfred Jarry, pós-pandemia, com referências sobre o Brasil, os artistas, o teatro e as cidades que percorre.

No elenco, Augusto Marin, como Pai Ubu, Esther Góes, como mãe Ubu, Celso Melez, Fabricio Garelli, Natalia Albuk, Armando Liguori e Paulo Dantas.

Mais atual do que nunca, o texto mostra como a ganância e a vaidade exacerbada são capazes de motivar a tomada do poder. Ubu, o protagonista, é um personagem inescrupuloso que beira o grotesco para alcançar seus objetivos. Manipulado pela esposa, Mãe Ubu, e amparado pelos próprios discípulos, decide matar o rei da Polônia para roubar a coroa. Em seguida mata os nobres, juízes e os financistas e trai seus próprios apoiadores. Qualquer semelhança com Macbeth, de Shakespeare, não é mera coincidência!

Ao chegar ao trono, Ubu se torna um tirano sanguinário, mas ingênuo e despreparado, o que leva a plateia ao riso. Essa é uma das principais características do trabalho de Alfred Jarry: encenar uma farsa que conduz à gargalhada diante da estupidez humana ao supor uma superioridade diante dos demais.

Mortes, pilhagens, cinismo, maldade e violência em excesso, temperados com pitadas de bom humor e sarcasmo, Ubu Rei é ao mesmo tempo uma história ridícula e divertida e uma das principais representações do significado da patafísica, criada por Jarry.

“Ubu Rei é uma sátira sobre o poder, revela como são patéticos os tiranos. Eles jogam com o destino das pessoas como se fossem crianças brincando”, diz Augusto Marin.

Ubu não é uma figura composta nos moldes tradicionais, mas uma espécie de síntese animada de rapacidade, crueldade, estupidez, glutonaria, covardia e vulgaridade. Com se o dramaturgo depurasse e, em seguida, ampliasse os perfis humanos mais perversos com uma lente paródica, para devolver ao espectador seu duplo monstruoso.

Segundo Armando Liguori, “estamos fazendo uma releitura contemporânea de Ubu Rei, de Alfred Jarry, pós-pandemia, fazendo referencias satíricas sobre o Brasil, os artistas e o teatro”, completa.

A linguagem do espetáculo baseia-se nas técnicas da comédia física e visual, no jogo dos atores, na Commedia Dell’Arte, com música ao vivo, acrobacias, marionetes, elementos de HQs e dos jogos infantis. O público integra o espetáculo, representando o povo da Polônia.

O espetáculo Ubu Rei estreou em novembro de 2021, no Teatro Commune, em São Paulo, no projeto Ubu Rei, Folias Patafisicas e Pantagruélicas, com recursos do ProAC LAB, em parceria com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo. O espetáculo teve grande sucesso e já foi visto por mais de 30 mil pessoas. Participou da Virada Cultural e do Circuito Cultural SP. Foi apresentado nos teatros distritais de São Paulo e agora está circulando pelo Projeto Viagem Teatral do Sesi, por diversas cidades do interior.

O espetáculo “Ubu Rei” será apresentado no Teatro do Sesi de Piracicaba, que está localizado na Av. Luiz Ralph Benatti, 600 - Vl Industrial - Piracicaba/SP, os ingressos são gratuitos e podem ser reservados no site Meu Sesi (https://www.sesisp.org.br).

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