Uma história envolvente e emocionante ganha vida na tela com o curta-metragem piracicabano “Sara”, que será exibido hoje (24), às 10h, na 13ª Mostra Curta Audiovisual de Campinas. Com a produção da Rubro Filmes e direção de Cris Mendes, a obra traz à tona os desafios e anseios da mulher contemporânea em um mundo cheio de conflitos e expectativas.
O curta-metragem “Sara” integra a programação da sessão Voga, da 13ª Mostra, que destaca a diversidade de gêneros e temáticas da produção audiovisual brasileira entre os anos de 2019 e 2023. O evento é um projeto aprovado por meio do ProAC, realizado pela Atauri Produções e pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa.
A trama gira em torno de Sara, uma mulher que administra uma pequena floricultura e lida diariamente com as responsabilidades de ser profissional, mãe e esposa. A pressão acumulada de suas tarefas a leva ao limite emocional, e após um evento marcante em sua vida, ela se vê à beira do colapso. A narrativa reflete a jornada de muitas mulheres modernas, explorando a complexidade de conciliar múltiplos papéis em uma sociedade em constante transformação.
Jennifer Glass, a atriz que interpreta Sara, expressou seu sentimento em relação à personagem e à experiência de dar vida a ela: “Sara foi um presente em meio à pandemia, em um momento onde muitas portas pareciam ter se fechado para não abrir tão cedo. Dar vida a Sara nesse momento foi gratificante e desafiador. Desafiador no sentido de dar conta em poucas palavras do turbilhão interno que é ser mulher sem esquecer do sonhos e desejos.
Como mulher, também não pôde deixar de se enxergar nela. “Trabalho no Teatro Oficina desde de 2013 e acreditamos que tudo é um ato, poder ser Sara foi um ato de amor, pois eu também sou mãe, mulher e sinto na carne as dores e alegrias de existir nessa condição”, refletiu a artista ao JP.
Cris Mendes, diretora do curta, ressaltou a importância da história para dar voz às mulheres e suas vivências atuais: “Sara é um curta-metragem que traz como protagonismo a mulher contemporânea, que com a desmistificação do estereótipo de sexo frágil, criou-se a mulher guerreira, não tendo um equilíbrio nessa ruptura. Sara representa essa mulher da atualidade e suas novas lutas, e que ainda sente uma exigência violenta sobre o seu papel de gênero. O filme tem inspiração em histórias vivenciadas por muitas mulheres e busca dialogar sobre ser mulher em tempos atuais”, reforça.
O filme teve sua estreia no 46º Festival Guarnicê de Cinema em junho e também estará presente no 6º Festival de Cinema de Jaraguá do Sul em outubro.
Confira o making of de Sara, produzido em Piracicaba: