INTOXICAÇÃO

Recap pede fiscalização após estudo que revelou mortes por ingestão de álcool de posto

Sindicato que representa postos de combustíveis apoiou estudo e reafirmou que uso do metanol como mistura em combustíveis é ilegal

Por Roberto Gardinalli | 18/08/2023 | Tempo de leitura: 2 min
roberto.gardinalli@jpjornal.com.br

Arquivo/JP

Após a divulgação do Ciatox (Centro de Informações e Assistência Toxicológica) da Unicamp divulgar que encontrou casos de intoxicação por ingestão de metanol, o Recap (Sindicato dos Postos de Combustíveis de Campinas e Região) demonstrou apoio à pesquisa e reforçou que já tinha pedido mais fiscalização com relação ao uso do metanol misturado ao álcool de posto. Em nota divulgada ontem (17), a entidade diz que já faz o alerta há meses.

O Ciatox, centro ligado ao Hospital das Clínicas da Unicamp divulgou ontem que atendeu a 14 pessoas na região de Campinas que foram intoxicadas por ingestão de etanol, sendo que 11 morreram. Desse número, quatro casos foram registrados na RMP (Região Metropolitana de Piracicaba), sendo dois em Limeira, com uma morte, uma morte em Rio Claro e um caso de intoxicação em Araras.

“O Recap informa que há meses vem alertando as autoridades fiscalizadoras do sistema de abastecimento de combustíveis a respeito da prática ilegal de uma minoria de postos estarem utilizando o produto tóxico metanol como mistura para fraudar a qualidade e obter maior lucratividade”, citou o presidente do sindicato, Emílio Martins. “Trata-se de uma fraude que o Sindicato já constatou que vem crescendo e precisa ser urgentemente combatida”, completou.

“Ingestão de qualquer tipo de combustível é prejudicial à saúde. o metanol é um produto químico altamente tóxico”, alertou o sindicato. “Misturado aos combustíveis, coloca em risco não apenas os frentistas, mas também os motoristas. Se ingerido, é uma intoxicação grave, a letalidade é alta e seu antídoto só existe em poucos serviços de urgência”, afirmou.

O Recap informou que pediu ao Ministério Público para que atue no combate à adulteração de combustíveis com o uso do metanol. “O Sindicato já solicitou, inclusive, ao Ministério Público uma atuação para combater essa minoria de agentes de revenda que age ilegalmente, como agora, utilizando o metanol, que já custou vidas e pode causar novas vítimas ainda se não forem tomadas providências”, finalizou.

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