
Alguém terminou o seu trabalho pensando que fosse o último.
Desceu na estação pensando que tinha chegado ao final e em seguida viu o trem partir de novo.
Achou que estava cansado e descansou e ao acordar tudo estava inundado de esperanças.
Observou o pescador por três horas seguidas e no final disse: como é que esse pescador aguenta pescar durante três horas sem pegar nada? Eu aguentei assistir!
Pensou, pensou, pensou e não chegou a nada, continuou pensando e chegou a tudo o que não era.
Esse alguém a quem nos referimos pode ser você e para isso foi lembrado de uma popular história em que o personagem principal sempre recebia elogios e lisonjeios: que era bonito; que era rico; que era inteligente; que era forte e atlético; que era sábio.
Assim diante desse cenário sempre que os elogios e os lisonjeios fossem dirigidos nunca fossem desmentidos. Deixe acontecer como se fosse verdade, como se fosse.
Penteou os seus dez fios de cabelo como se fosse tirar fotografia para o casamento.
Na frente do espelho conseguiu abrir a boca expondo o seu sorriso banguela.
Na casa do caipira da área rural é comum encontrar na sala fotografias da família: pai, mãe, avô, avó e alguns animais de estimação como cachorro, boi ou cavalo. Achando que podia fazer uma gozação em cima do caipira ao se dirigir a fotografia de um burro indagou: Este aqui é mecê? Não sinhô esse daí é “espeio”.
Olhou o inimigo como se fosse adversário e pensou em vencê-lo.
Apertou a mão de quem escondia a outra.
Olhou nos olhos de quem os tinha fechados.
O médico psiquiatra atendendo um paciente que dizia que o jacaré queria comê-lo. Após alguns atendimentos durante seis meses, achou falta do paciente. Numa de suas andanças ao passar em frente da casa do mesmo perguntou a sua mulher como ia indo o marido. A esposa respondeu: o jacaré comeu ele a semana passada.
Cheirou a flor carnívora quando ela estava se alimentando. Não gostou nada.
Cuspiu para cima e se viu embaixo para não deixar sujar o chão.
Ouviu o réquiem de Mozart ao se despedir da namorada que o deixava.
Para alguém que conhecia um pouco de aritmética foi solicitada a “conta”: Quanto é a metade de dois mais dois? Ele disse três e não dois. Foi questionado e respondeu: metade de 2 é 1 mais 2 é três.
Ficou cego de amor quando tudo isso aconteceu. Ganhou uma bengala.
Aprendeu a linguagem braile ao ser demitido como relojoeiro.
Entrou na escola de libras ao ter artrose nas mãos.
Comeu gato por lebre por não ter lido o nome do restaurante, restaurante “miau”.
Bebeu o vinho “Chapinha” pensando que estava na Santa Ceia.
Comeu o pão que o diabo amassou pensando que fosse bolo de aniversário.
Votou no que viu e acertou no que não viu. Continua reclamando da sua pontaria, pois vai ter que comprar novos óculos e pagar a conta que cometeu com seu erro.
Subiu no pau de sebo e ao chegar ao topo, depois de lambuzado viu que a nota de mil era falsa.
Depois de verificar em que tudo em que tinha errado baseava-se em promessas mentirosas, você vai reconhecer que o auto engano se estabelece fora da sua alma.
Se me fiz entender ficamos contentes, senão faça de conta, como se fosse!
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