O DIA É DELE...

'Meu pai é a minha base, sempre esteve ao meu lado me incentivando e guiando’

Por Erivan Monteiro | erivan.monteiro@jpjornal.com.br
| Tempo de leitura: 3 min
Fotos - Divulgação
Juliana e Marcão: cumplicidade, amizade e aventuras esportivas
Juliana e Marcão: cumplicidade, amizade e aventuras esportivas

A bióloga Juliana Helena Verissimo de Oliveira, 28, e o engenheiro civil Marcos Eduardo Alleoni de Oliveira, 60, são parceiros de vida. Pai e filha, eles curtem juntos uma paixão em comum: a natação. Mas nada dentro dos padrões, pelo contrário. Eles buscam desafios e adrenalina, principalmente nas chamadas “águas abertas”.

E neste domingo (13), Dia dos Pais, nada melhor que contar essa história de amor e cumplicidade. “Meu pai é a minha base, sempre esteve ao meu lado me incentivando e guiando não só no esporte, mas em todos os aspectos da minha vida”, reconhece Juliana. “Agradeço a Deus todos os dias por tê-lo como pai e sou muito grata por todos os momentos que passamos juntos, e pelos quais ainda passaremos”, completa.

Ju – como carinhosamente é chamada por seu pai - conta que gosta de estar com ele em todos os momentos, mas principalmente quando há esporte envolvido, como ir à “academia, nadar e sair para pedalar”, entre outros programas. “Meu pai sempre me incentivou à prática de atividades físicas”, explica a bióloga, que voltou a dar “umas braçadas” com ele há cerca de cinco anos, após uma década longe das piscinas.

A parceria se consolidou, no entanto, quando o pai começou a praticar o esporte preferido em águas abertas. “Ele me chamou para voltar a nadar”, lembra. “Aí, me animei com a ideia e também de passar mais tempo junto com ele. O bom é que um sempre incentiva e anima o outro a se exercitar”.

“Já fizemos mergulhos, pedalamos, mas com mais frequência natação em águas abertas”, enumera o pai, que guarda algumas dessas aventuras com muito carinho. “Acho que as mais marcantes foram o Rio Negro Challenge (Manaus) e a Travessia do Canal de Ilhabela”, opinou Marcão, como é mais conhecido entre os colegas e familiares.

Juliana cita uma outra aventura marcante na qual passaram juntos: “Foi quando fomos nadar no Rio Negro, no Amazonas. Foi uma viagem muito legal e pudemos nos desafiar em uma prova diferente das que fazíamos no mar - em um rio enorme e bem quente, já que nós dois fugimos de água fria”, diverte-se.

ESPELHO

Os pais são espelhos para os filhos e, por isso, é comum vê-los “imitando” suas preferências, seja no esporte, na profissão, no time de futebol, nos costumes, nas manias... Porém, para o Marcão, o gosto pela natação “de aventura” foi algo natural na vida da sua filha.

“Não sei dizer se passei (esse espírito aventureiro) ou ela já tinha. Tenho outra filha, que, apesar de acompanhar, ainda não arriscou a entrar nessas ‘roubadas’. Geralmente um convida o outro”, assegura o pai.

“Eu comecei sozinho (a nadar em águas abertas), depois a família começou a acompanhar, pois as provas são sempre em lugares maravilhosos. Em duas delas, a Ju veio sozinha comigo, até que ela resolveu fazer uma. E não parou mais”, revela. “No início, a relação era eu com um tremendo cuidado com ela. Hoje, já é o contrário”, diz, sobre as preocupações da filha zelosa.

Para a bióloga, essa relação pai e filha é algo muito especial e espera que a parceria ainda se estenda por muitos e muitos anos. “É muito bom, um privilégio poder compartilhar desses momentos ao lado dele. Entre a correria do dia a dia e do trabalho, ter um tempo só com ele é muito bom”, garante a moça, que certamente aproveitará a data deste domingo para não desgrudar de sua grande inspiração.

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