MULHERES

Patrulha Maria da Penha de Piracicaba recebe média de 53 novas medidas protetivas/mês

Por Da Redação |
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Divulgação
A Patrulha Maria da Penha tem papel fundamental no combate e na prevenção da violência contra a mulher
A Patrulha Maria da Penha tem papel fundamental no combate e na prevenção da violência contra a mulher

Criada para punir casos de violência contra a mulher, a Lei Maria da Penha completou nesta  segunda-feira (7), 17 anos. Em Piracicaba, a Patrulha Maria da Penha, serviço da Prefeitura, por meio da Guarda Civil, atua no enfrentamento à violência contra a mulher, diversificando e ampliando as ações.

Atualmente, a Patrulha Maria da Penha, que existe desde 2017, recebe em média 53 novas medidas protetivas por mês. Até agora, o grupamento realizou 89.296 rondas pela cidade e prendeu 172 agressores em flagrante, além de atender 545 vítimas de violência, sendo 44 nesse ano.

A coordenadora da Patrulha Maria da Penha, Luciane Tovar, explica que nesta administração duas ações implementadas foram importantes para reforçar a atuação da rede de proteção à mulher. A primeira delas foi a implantação estratégica da Sala Patrulha Maria da Penha, ao lado do Terminal Central de Integração (TCI), que recebe pessoas de todos os pontos da cidade, permitindo que a mulher possa procurar o espaço para orientações ou solicitação do acompanhamento da equipe.

A segunda foi o lançamento do aplicativo S.O.S Mulher Piracicaba, realizado em fevereiro deste ano. Destinado às mulheres que têm medida protetiva, é um botão de emergência que a mulher pode pressionar em caso de risco real, que permite uma ação mais ágil do que ligar para a Guarda Civil. “Isso porque, ao ser acionado, o aplicativo envia um chamado imediato ao Centro de Operações da Guarda Civil e, na sequência, a viatura mais próxima é deslocada para atendimento à vítima de violência doméstica e familiar”, sintetizou.

Segundo a coordenadora da Patrulha, também é efetuado o atendimento das ocorrências que chegam pela central da Guarda Civil pelo número de emergência 153 ou 3422-0023 ou ainda pelo aplicativo SOS Mulher Piracicaba.

Luciane reforça que a Patrulha Maria da Penha é uma fonte de informação e apoio para as vítimas de violência doméstica e familiar. “Além do suporte mencionado, ministramos palestras preventivas em escolas, igrejas, empresas e condomínios, onde se percebe um aumento do índices de violência contra a mulher. Procuramos encorajar a vítima, para que tenha coragem de quebrar esse ciclo de violência, realizando a denúncia mediante as orientações que lhes são passadas”, reforçou.

Na manhã desta terça-feira (8), a equipe da Patrulha Maria da Penha, representada pela coordenadora Luciane Tovar, esteve na rádio Educativa FM concedendo entrevista sobre os 17 anos da Lei Maria da Penha e sobre a atuação do grupamento na proteção e amparo às vítimas de violência.

AGOSTO LILÁS - Este mês é voltado para a conscientização do combate à violência contra a mulher, denominado Agosto Lilás. As empresas, escolas, igrejas e outras instituições que queiram receber a equipe da Patrulha da Maria da Penha podem entrar em contato pelo (19) 99794-8864, via WhatsApp ou por ligação, para agendamento.

ABUSO - A mulher pode identificar que está sendo vítima de abuso, segundo a equipe da Patrulha Maria da Penha. Entre os sinais evidentes estão: ciúme excessivo, invasão de privacidade (roubo de senhas, mexer no celular, ler e-mails e instalar programas de rastreamento), afastar de pessoas, inclusive amigos e familiares, chantagem, destruição da autoestima, exigir relação sexual, usar filhos em chantagem e ameaça de violência. Percebendo alguns desses sinais, a orientação é procurar imediatamente ajuda para ser acolhida e atendida. A Patrulha Maria Penha dispõe de meios para ajudar a vítima.

SERVIÇO – Denúncias de violência contra a mulher podem ser feitas no telefone de emergência da Guarda Civil 153 e 3422-0023. Dúvidas, solicitações, rondas e instalação de aplicativo SOS Mullher Piracicaba podem ser feitas nos telefones 9 9794-8864 e, das 8h às 16h, na Sala da Patrulha Maria da Penha, no Terminal Central de Integração (TCI).

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