SEM ETARISMO

Borracha no preconceito: pessoas mais velhas voltam aos estudos e se superam

Por Beto Silva | beto.silva@jpjornal.com.br
| Tempo de leitura: 2 min
Beto Silva/JP

Em uma era em que a busca por conhecimento e aprendizado tornou-se uma constante, cada vez mais pessoas têm decidido romper barreiras sociais e buscar novas oportunidades de crescimento pessoal e profissional. Esse fenômeno tem sido especialmente notado entre aqueles que já passaram dos 40 anos de idade, desafiando estereótipos e mostrando que nunca é tarde para aprender e recomeçar.

Uma dessas histórias inspiradoras é a da aposentada Anna Thereza Prado de Almeida Carvalho, de 71 anos. No segundo semestre do curso de alimentos da Fatec (Faculdade de Tecnologia) de Piracicaba, Anna Thereza é um exemplo de liderança e perseverança. Mesmo enfrentando desafios como um acidente em 2019, seguido pela pandemia e um câncer – do qual, felizmente, se recuperou – a ex-recepcionista da maternidade da Santa Casa não deixou que esses obstáculos a impedissem de buscar o conhecimento.

Ao ser convidada pela coordenadora para ingressar no curso de alimentos, Anna Thereza não hesitou em aceitar o desafio. “Gosto muito de estudar”, afirma ela com entusiasmo. “Estudar abre os horizontes e nos permite conhecer pessoas de diferentes origens e experiências de vida. Isso enriquece nossa trajetória e nos torna mais abertos e compreensivos”, comemora. Outra história emocionante é a de Ivonete Rodrigues, dona de casa, de 63 anos. Ela decidiu retomar os estudos para concluir o primeiro grau, em busca de novas oportunidades e desafios. Poder se matricular em um curso técnico está em seus planos futuros. “A minha primeira aula foi de inglês”, contou emocionada. Aprender o idioma faz parte de seu plano de visitar a filha e conhecer o neto que vivem nos Estados Unidos.

Ivonete conta que a experiência de voltar à escola foi transformadora. “É uma experiência diferente e enriquecedora. O contato com outras pessoas, especialmente os jovens, nos faz sentir parte de um mundo em constante mudança. Decidir novos horizontes e, com o apoio da família, estou empenhado em aprender o máximo possível”, falou.  No primeiro semestre de 2023, de acordo com o Relatório Socioeconômico elaborado pela Fundação de Apoio à Tecnologia, estudantes com idade a partir de 41 anos correspondiam a 14,35% do total de matriculados nas Etecs.

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