Presente no corpo humano e essencial para o bom funcionamento do organismo, o colesterol, se encontrado em grandes quantidades pode causar doenças cardiovasculares importantes e que devem ser tratadas o mais rápido possível. A prevenção está em hábitos simples, mas que podem fazer a diferença para a saúde. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, 40% da população adulta do Brasil possui índices de colesterol acima do considerado saudável. Além disso, entre 300 e 400 mil brasileiros morrem por ano de doenças cardiovasculares relacionadas ao excesso da gordura no corpo.
De acordo com o cardiologista Eduardo Nicolela, da Santa Casa de Piracicaba, o excesso do LDL, conhecido como “colesterol ruim” pode afetar o corpo de várias maneiras, dependendo de qual artéria ele atinge. “Uma fração do colesterol conhecida como LDL, tem a capacidade de se depositar na parede das artérias do corpo, provocando uma doença conhecida como aterosclerose”, explicou. “Se acontecer nas artérias do coração, as coronárias, pode levar à angina e infarto. Se nas artérias do cérebro, pode levar ao derrame. Nas pernas, dificuldades de locomoção”, disse.
De acordo com o médico, a forma como o colesterol vai afetar o corpo está diretamente ligada ao estilo de vida de cada pessoa. O risco pode estar em hábitos cotidianos, que, para muitos, acabam sendo considerados inofensivos. “Os principais fatores de risco são a hipertensão, diabetes, fumo, sedentarismo, por exemplo. Costumo dizer que o único fator não modificável é a hereditariedade. O restante, dá para mudar”, comentou. E a rotina ligada à correria do dia a dia também acaba sendo um fator importante. “A vida agitada, com estresse e má alimentação, com o consumo exagerado de fast food e de gordura, contribuem também para este risco aumentado das doenças causadas pelo colesterol”, completou.
PREVENÇÃO
Segundo o cardiologista, a prevenção básica passa pela mudança no estilo de vida. Ele explica que atitudes simples, como adotar uma dieta balanceada, já são relevantes no combate às doenças cardiovasculares causadas pelo excesso da gordura. “A prevenção se baseia principalmente na mudança do estilo de vida. Mudar dieta, exercícios físicos, parar de fumar, perda de peso e alimentação saudável”, disse. Em casos mais complicados, o uso de medicamentos é necessário. “O objetivo é alcançar metas nos níveis de LDL e, assim, diminuir o risco de aterosclerose.
Podemos usar medicação, mas a mudança do estilo de vida é sempre o primeiro passo”, completou.
A recomendação é para que as pessoas procurem um médico periodicamente para avaliar os níveis do colesterol. “Quando dosamos os níveis de colesterol no sangue, juntamente com a avaliação dos fatores de risco, identificamos a meta individual do nível do LDL a ser alcançado”, explicou o cardiologista. “Se a mudança da dieta e a prática de exercícios físicos não atingirem as metas desejadas, aí lançamos mão dos medicamentos. A dose e o número de medicamentos vai depender da capacidade de alcançar o valor de LDL pré determinado”, completou.