PIRA, 256 ANOS

Profissionais e formandos falam dos impactos das universidades piracicabanas

Por Fenanda Rizzi |
| Tempo de leitura: 4 min
Arquivo Pessoal
Ranif de Lima, 25 anos, é residente de Santa Bárbara d'Oeste, mas viajava para Piracicaba todos os dias para estudar
Ranif de Lima, 25 anos, é residente de Santa Bárbara d'Oeste, mas viajava para Piracicaba todos os dias para estudar

Piracicaba, um nome que ecoa no coração dos estudantes e profissionais que aqui encontraram uma fonte de conhecimento e uma trajetória acadêmica repleta de oportunidades. A cidade hoje se consagra com um dos principais centros universitários do interior do Estado de São Paulo, abrigando renomadas universidades que se tornaram referências em diversas áreas. Desde os primeiros passos no campus até a formatura, Piracicaba carrega histórias de superação, crescimento e conquistas, deixando boas marcas naqueles que têm a honra de se chamar formados ou daqueles que ainda receberão seus diplomas em breve.

Aos 51 anos, Jefferson Debeni, é um exemplo disso. Residente em Piracicaba, se formou em Administração de Empresas pela Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) em 1993. Atualmente, é Consultor de RH, e atua em empresas para estruturar e implementar a área de Gestão de Pessoas, além de desenvolver programas e projetos para impulsionar o crescimento sustentável das organizações.

Ao longo de sua formação na Unimep, o consultor teve acesso a um amplo conhecimento em gestão de empresas, compartilhado pelos professores, e valores que ainda o norteiam na vida pessoal e profissional. Ele menciona a influência positiva dos docentes, profissionais experientes, que transmitiam não apenas conhecimentos acadêmicos, mas também sua bagagem de experiências.

“A Unimep sempre foi uma grande referência na formação profissional em toda a região. Todos sonhavam em se formar numa universidade com grande credibilidade, e a Unimep oferecia tudo isso”, contou ele.

Já Ranif Nascimento de Lima, de 25 anos, é residente de Santa Bárbara d'Oeste, mas viajava para Piracicaba todos os dias para estudar no campus Taquaral da Unimep. Graduada em Letras Inglês – Tradução/Interpretação. E, apesar de sua formação ter sido voltada inicialmente para a área de tradução, Ranif acabou se apaixonando pela docência e o mundo da educação, se tornando professora do Ensino Fundamental e Médio. "A área que imaginava trabalhar era com tradução, porém, apesar de minha teimosia em dizer que não queria ir para a educação, acabei me apaixonando por lecionar e hoje atuo como professora no estado de São Paulo, o que não deixa de ser outra vertente do curso que escolhi”, ela relembra.

Para ela, a Unimep era um sonho se realizando, especialmente após um período difícil no ensino médio. “Ali, naquela universidade, aprendi a me apaixonar ainda mais pela área que escolhi. Foi lá que conheci pessoas diversas umas das outras que me fizeram olhar para o mundo de uma forma diferente, e onde tive professoras incríveis que me ajudaram e me inspiraram como mulher”, enfatiza.

Por outro lado, ainda há quem está em seu caminho de conquistas moldando suas carreiras e abrindo portas para oportunidades diversas. Como o caso das Esalquianas Mayara Pardi Ikeda, de 24 anos, e Larissa Olaya Belem, de 21 anos, que estão cursando Engenharia Agronômica na Esalq (Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz").

Mayara se formará em dezembro deste ano. “A escolha pelo curso veio da curiosidade imensa que sempre tive sobre como as coisas se formam e se desenvolvem. A vontade de entender os mínimos detalhes, as etapas e os processos me acompanhou desde cedo, me levando a escolher a Engenharia Agronômica”, contou ela sobre a escolha do curso.

No momento, é estagiária em uma empresa do ramo agrícola sucroenergético, porém atua na área de Engenharia e Governança de Dados, unindo as pela agricultura, tecnologia e cultura de dados.

E, ela já sentindo como o impacto dos estudos no ambiente de trabalho. “A vida universitária me permitiu vivenciar essa etapa tão desafiadora de inserção no mercado de trabalho de forma mais leve e otimista, contando sempre com o apoio acadêmico e das amizades aqui formadas”, finaliza.

Já Larissa foi guiada por sua paixão pela produção agrícola e o desejo de contribuir com melhorias e inovações para o setor. Além disso, a proximidade com o campo, vivenciada por parte de sua família, influenciou sua decisão pela carreira. “O fato de parte da minha família morar em uma área rural de Piracicaba também contribuiu muito para a minha decisão, pois principalmente na casa de meus avós sempre tive contato direto com o campo”, conta a universitária.

Atualmente, Larissa já atua em sua área de interesse, desempenhando um estágio na área de pesquisas agronômicas. Seu trabalho exige habilidades técnicas e conhecimentos sobre as culturas a campo. “Minha formação universitária que foi a grande contribuição para possuir as habilidades técnicas e também pessoais que utilizo durante o trabalho”, revela.

A futura engenheira agrônoma está consciente de que encontrará desafios, mas também conquistas que pode carregar em sua vida profissional. “Apesar do preparo que recebi durante minha formação acadêmica, acredito que enfrentarei vários desafios, pois a vida profissional é muito dinâmica e, principalmente, no momento de transição e início da vida profissional irá ter muitas coisas novas para aprender e situações diferentes, que eu ainda não vivenciei durante o período na faculdade”, enfatiza.

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