Os preços da gasolina e do etanol fecharam a primeira quinzena de julho em queda, em Piracicaba. O gás de cozinha ficou estável no período. Levantamento realizado semanalmente pela ANP (Agência Nacional do Petróleo) mostra queda 3,72% no preço médio da gasolina e leve redução de 1% no preço do litro do etanol em relação ao praticado na primeira semana do mês. O preço do botijão de gás ficou estável.
De acordo com o levantamento, na semana de 2 a 8 de julho, o preço médio do litro da gasolina era comercializado na cidade por R$ 3,73, valor que caiu para R$ 3,69 na última semana. Já o preço médio do litro do etanol caiu de R$ 3,73 para R$ 3,69 centavos.
O diretor do Recap (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo), José Augusto Mafia, explicou que, nesta semana, a queda do preço da gasolina está relacionada à queda de 11,6% no índice Cepea/Esalq na semana passada. “É que na gasolina temos 27% de etanol anidro, quando cai o preço reflete na gasolina proporcionalmente”, explicou.
No gás de cozinha, a redução de dez centavos por quilo anunciada também pela Petrobras no fim do mês passado não surtiu efeito. O preço médio do botijão em Piracicaba até aumentou um pouco, ao subir de R$ 102 para R$ 103,26.
PREÇOS
Os preços dos combustíveis foram afetados nos últimos dias do mês passado por medidas adotadas pela Petrobras e pelo governo do Estado.
Além disso, no dia 28 de junho, expirou a Medida Provisória 1.163 de abril deste ano que isentava os combustíveis de contribuições federais como PIS, Cofins e Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico). Dessa forma, esses impostos voltaram a incidir nos produtos. Já no dia 30 de junho, a Petrobras anunciou redução de 14 centavos no preço da gasolina nas refinarias e redução de dez centavos no quilo do gás de cozinha.
Considerando a mistura obrigatória de 73% de gasolina e 27% de etanol anidro para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor ficou, em média, R$ 1,84 a cada litro vendido na bomba.
Nesse mesmo dia, o governo do Estado de São Paulo anunciou alta de 9,5% para 12% no ICMS (Imposto Sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) que incide sobre o etanol.