HANDEBOL

Armadora piracicabana sonha com a Seleção: ‘posso sim um dia estar entre as melhores'

Por Erivan Monteiro | erivan.monteiro@jpjornal.com.br
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação
A amadora é titular absoluta, capitã e referência técnica do time paulistano
A amadora é titular absoluta, capitã e referência técnica do time paulistano

Nesta semana, a piracicabana Maria Eduarda Pereira, a Duda, realizou mais um sonho em sua carreira no handebol: pela primeira vez saiu do Brasil e está na Europa jogando um torneio amistoso na Espanha e Suécia com o EC Pinheiros. Aos 16 anos, a armadora é um dos raros talentos do esporte e está sendo “lapidada” no clube paulistano, um dos principais da modalidade no Brasil.

Ela é reconhecidamente uma das maiores esperanças do esporte para as próximas temporadas, talvez até para os Jogos de Los Angeles, em 2028, quando estará com 21 anos. “Acredito que com muito esforço e muita disciplina posso sim um dia estar entre as melhores, e quem sabe poder trazer outro título mundial para o Brasil ou até mesmo o inédito título olímpico”, diz.  

A armadora é precoce no esporte. Começou a jogar com apenas seis anos de idade, no projeto de handebol da Selam (Secretaria de Esportes, Lazer e Atividades Motoras) em um ginásio perto de onde morava. Ficou alguns anos trabalhando com o competente professor José Batista, do 15 Pira, que mantém uma parceria com a Selam, até ter uma chance para participar de uma avaliação em um grande clube.

E essa oportunidade veio ocorreu no final de 2019, no EC Pinheiros. Era uma peneira com 150 meninas para apenas duas vagas. Uma delas ficou com a atleta piracicabana. “Comecei no início de 2020 aos 13 anos de idade no primeiro ano de infantil (sub-14), hoje com 16, sou segundo ano cadete (sub-16)”, conta Duda.

Para encarar o desafio no novo clube, a jogadora teve de se mudar para São Paulo e, assim, ficar longe da família e amigos. Porém, ela nunca perdeu o foco dos treinamentos. Hoje, ela é a amadora titular, capitã e referência técnica do time paulistano. “É um trabalho muito grande que vem sendo realizado, com rotina intensa de treinos”, declara.

SELEÇÃO BRASILEIRA 

Com tanto potencial, ela projeta um futuro com a camisa amarela. “Seria uma honra poder defender a Seleção Brasileira. Hoje, é um dos maiores objetivos”, diz. “Acredito que com muito esforço e muita disciplina posso sim um dia estar entre as melhores, e quem sabe poder trazer outro título mundial para o Brasil ou até mesmo o inédito título olímpico”, completa.

Além de defender o time canarinho, a piracicabana tem consciência de que terá independência financeira no esporte que “se joga com as mãos” somente se for atuar em algum clube do exterior. “Acredito que qualquer atleta, que não seja do futebol, vê um futuro fora do país, tendo em vista que não temos investimentos aqui”, lamenta. 

Enquanto essa oportunidade não chega, ela vai se acostumando com os carimbos no passaporte. Os primeiros vieram nesta semana, como já citado no início desta reportagem. Na Espanha e na Suécia, onde o EC Pinheiros está realizando um total de 10 partidas (cinco em cada país), ela ficará até o próximo final de semana. 

“Minha primeira experiência internacional está sendo incrível. A cultura e a vivência de handebol são completamente diferentes. Espero poder aprender e evoluir muito aqui”, finaliza a piracicabana.

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