Diagnóstico da Prefeitura de Piracicaba divulgado ontem (28), identificou que 1.701 jovens entre 9 e 17 anos trabalham. O estudo foi encomendado pela Smads (Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social). No total, foram entrevistados 18.171 estudantes das redes Municipal e Estadual de ensino. Segundo os dados, do total de adolescentes que estão trabalhando, apenas 448 estão em situação regular. Os outros 1.253 estão irregulares e, alguns, em atividades consideradas de risco.
O relatório é uma atualização da pesquisa anterior, feita em 2020. A pesquisa aconteceu entre janeiro e abril de 2023, sem a identificação das crianças e dos adolescentes e foi feita em duas etapas. Na primeira, com a participação de 18.171 estudantes, 59,79% do total de 30.389 alunos matriculados na rede estadual e municipal de ensino, na faixa etária entre 9 e 17 anos, a forma de trabalho mais relatada por todas as faixas etárias foi o trabalho doméstico, dentro e fora de casa. Outros dados também apareceram, como casos de trabalho em comércio/empresa da família, babá e ajudante de cozinha, entre outros.
Na segunda etapa, a pesquisa foi realizada com a aplicação de um instrumental específico que coletou os dados de 198 casos já acompanhados pelos serviços da Smads, onde o trabalho infantil mais presente é o tráfico de drogas. “O relatório traz, ainda, em 214 respostas, as agressões sofridas nos ambientes de trabalho, como agressão verbal, física, assédio sexual ou moral. Questões essas que demonstram que, além de prejudicar a saúde e o desenvolvimento da criança e do adolescente, o trabalho infantil os torna vulneráveis em diversos aspectos”, disse Euclidia Fioravante, secretária da Smads.
Entre as piores formas de trabalho infantil, a pesquisa identificou crianças e adolescentes trabalhando em lava-rápidos, obras, açougues, pedindo dinheiro em semáforos, catador de material reciclável, plantação e colheita, além do tráfico de drogas e exploração sexual. Outros casos de trabalhos relatados acontecem em casas noturnas, futebol, lanchonete, mercado, youtuber, garçom, buffet infantil, salão de beleza, bares, oficinas, entre outros.
Em nota, a Smads informou que, com os dados, vai começar a desenvolver um plano de ação com políticas públicas de áreas como saúde, educação, trabalho, turismo e cultura, para combater o trabalho infantil na cidade. Além disso, relatórios específicos de todas as escolas participantes serão enviados aos seus diretores para elaboração de estratégias direcionadas de prevenção ao trabalho infantil.
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