ESTAÇÕES FRIAS

Frio: Piracicaba registra cerca de 200 casos por mês de síndrome respiratória grave

Por Nani Camargo | nani.camargo@jpjornal.com.br
| Tempo de leitura: 2 min
Pixabay
Chega o frio e com ele, as doenças respiratórias
Chega o frio e com ele, as doenças respiratórias

Piracicaba registrou, de janeiro a junho (até dia 14), 1.044 caso de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Os dados foram enviados pelo Departamento de Vigilância Epidemiológica da Prefeitura de Piracicaba a pedido do JP. O total dá uma média de aproximadamente 200 casos por mês, o que ascende um alerta para este período de temperaturas baixas. No ano passado todo, foram 2.309 casos da doença na cidade.

O JP falou com o médico emergencista da Unimed, José Renan Gomes, sobre doenças típicas destas estações frias do ano. Ele explicou que a "Síndrome da Angústia Respiratória Aguda" é uma emergência médica e, por este motivo, pode levar à morte se não for tratada adequadamente.

"Trata-se de uma síndrome clínica em que o paciente apresenta falta de ar e dificuldade em manter a oxigenação sanguínea no mínimo adequado para o funcionamento normal do organismo.Diversas patologias podem desencadear esta síndrome, desde causas infecciosas como

pneumonias a intoxicações, traumas, afogamento, choque ou alterações metabólicas. Por se tratar de uma possível complicação de diversas doenças (como por exemplo na gripe, pelo vírus Covid ou Influenza A), devemos estar sempre atentos aos sintomas e sinais de alarme, procurando atendimento médico imediatamente se estiverem presentes. Vale lembrar que embora grave, esta doença tem tratamento", explica.

Ele orienta que o paciente deve suspeitar desta doença se apresentar: falta de ar, sensação de dificuldade para respirar; aumento na frequência respiratória ("o paciente fica ofegante mesmo estando em repouso, comumente descrito como a sensação de respiração curta ou fazendo força para respirar").

Em casos mais graves, pode apresentar cianose (extremidades dos dedos e lábios azulados), sudorese fria, confusão mental e pressão baixa.

"Na presença dos sintomas acima, procurar atendimento médico imediamente. Devido ao aumento de infecções respiratórias no inverno, devemos estar atentos aos sinais de alarme. Outros sintomas das causas adjacentes também podem estar presentes, como febre, tosse, chiado no peito ou dor no peito ao respirar", diz o especialista.

E como evitar se contaminar? "Algumas das patologias que desencadeam esta síndrome podem ser previnidas. O uso de máscaras diminui a dispersão de gotículas, reduzindo a taxa de transmissão. Higiene correta das mãos ou uso de alcool em gel também ajudam. Evitar aglomerações se possível, especialmente no inverso. Não compartilhe objetos de uso pessoal. Tenha uma alimentação balanceada e pratique atividade física. E evite mudanças bruscas de temperatura".

REMÉDIOS

Um erro comum de muitos pacientes é tentar se medicar em casa antes de ir ao médico. Essa atitude pode mascarar os sintomas ou

até agravar o quadro. "Ao desenvolver sintomas respiratórios, procure atendimento médico. Se apresentar os sintomas de alarme, procure atendimento médico de urgência imediatamente", diz Gomes.

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