Com a palestra “Desafios 2023 – Cenário econômico e tendências”, a Acipi (Associação Comercial e Industrial de Piracicaba) recebe o economista chefe da Deloitte, Giovanni Cordeiro, hoje (6), às 19h30. O ingresso solidário é um quilo de alimento não perecível. Segundo Cordeiro, o setor de agronegócios se destaca para o desenvolvimento da economia no País.
“Sobre setores da economia que serão importantes para o desenvolvimento do Brasil, cabe dar grande destaque para a cadeia do agronegócio. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), ao divulgar o crescimento do PIB em 1,9% no primeiro trimestre, acima das perspectivas do mercado mostrou que o agro teve uma importância significativa para esse resultado positivo do PIB”, disse.
“Para se ter uma noção da relevância dessa indústria, basta olhar a taxa de desemprego dos estados ou regiões com forte presença do agronegócio: por exemplo, no Mato Grosso a taxa de desemprego de abril era de 4,5%, sendo que a média nacional é de 8,5%. Sem dúvida é um setor muito forte para a economia brasileira. A Agenda 2023 também mostrou isso. Outros setores de destaque, que vêm gerando emprego, são petróleo e gás, papel e celulose. Os investimentos em tecnologia são muito importantes de forma geral. Podemos citar, como exemplo, os laboratórios e hospitais que têm investido em maquinário, softwares e soluções de analytics”.
“Investimento em fontes renováveis, como energia eólica, é outro exemplo de um setor que poderá contribuir para o crescimento. Em palestra na Acipi, vamos abordar essas questões citadas acima e cenário global, fusões e aquisições e cenário de investimentos”, explicou.
O economista também mencionou a expectativa de mercado. “Apesar do cenário de muitos desafios, e o empresariado olhar com atenção para inflação e taxa de juros, pois isso tem tido impacto no aumento de inadimplência, ele sabe que precisa olhar de forma estratégica para o seu negócio e priorizar alguns investimentos para manter seu negócio competitivo. Nesse cenário, o mercado deve revisar o crescimento do PIB para algo em torno de 2%.”, disse.
“As preocupações com as questões de inadimplência também são motivos da expectativa de crescimento menor. Para o terceiro trimestre, o mercado espera também um crescimento mais tímido do que no segundo. No quarto trimestre, no entanto, é esperando um crescimento um pouco maior, por conta das vendas de Natal”, finalizou.
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