SAÚDE

Mais de 150 mil pessoas são diagnosticadas por ano com glaucoma

Por Roberto Gardinalli |
| Tempo de leitura: 2 min
Pixabay
Doença é silenciosa e considerada a segunda principal causa de cegueira irreversível
Doença é silenciosa e considerada a segunda principal causa de cegueira irreversível

Comemorado nesta sexta-feira (26), o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma tem como objetivo alertar e conscientizar a população sobre a doença, que é silenciosa e considerada a segunda principal causa de cegueira irreversível.

Segundo a SBG (Sociedade Brasileira de Glaucoma), 2,5 milhões de brasileiros sofrem com a doença, que atinge 150 mil pessoas por ano, segundo o Ministério da Saúde. O número no mundo todo, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), chegou a 80 milhões em 2023, e deve passar dos 111 milhões em 2040, de acordo com pesquisas da entidade.

Em Piracicaba, segundo a SMS (Secretaria Municipal de Saúde), em 2020, 523 pessoas foram diagnosticadas com glaucoma. Em 2021, até o dia 25 de maio, 136 pacientes receberam o resultado positivo para a doença. A SMS não forneceu os dados de 2022 e 2023.

Segundo o oftalmologista Rafael Guena, da Santa Casa de Piracicaba, o glaucoma é uma doença que atinge o nervo óptico, causa a perda das fibras nervosas e tem características genéticas. “Quando falamos em glaucoma, falamos em fatores de risco que fazem a pessoa ter uma predisposição à doença. Entre as principais, está a pressão intraocular acima de 20, que é a responsável pela perda das fibras nervosas do nervo óptico. Os fatores de risco são extremamente importantes e vale ressaltar que é uma doença de característica genética”, explica o especialista.

Ainda segundo o médico, existem vários tipos de glaucoma, sendo que o mais comum é o chamado primário de ângulo aberto, caracterizado pelo avanço lento e progressivo. A doença também pode acontecer por outros fatores, como trauma ocular, catarata avançado e os glaucomas juvenis, que são mais raros. Nos casos em que a doença atinge um estágio mais avançado, o paciente pode sofrer com a perda da visão periférica, visão turva, além de ter dores intensas.

“É importante que as pessoas conheçam seu histórico familiar, e caso alguém tenha o diagnóstico da doença, deve-se iniciar o acompanhamento regular. Geralmente, as pessoas não sentem e nem percebem, pois não há dor ou alterações visuais. A percepção ocorre quando o glaucoma já atingiu um avanço significativo”, explica Guena.

“Diante do diagnóstico, temos que frear e monitorar sua progressão. O tratamento se faz diante da regulação da pressão intraocular”, disse. “Atualmente, os colírios atuam no controle e na redução dessa pressão e na melhora da drenagem do líquido dentro do olho. Em alguns casos, são necessárias cirurgias”, completa.

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