A SMS (Secretaria Municipal de Saúde) confirmou o primeiro caso de chikungunya na tarde desta sexta-feira (12), em Piracicaba. Segundo a pasta, o paciente é uma mulher, com idade entre 60 e 69 anos, que viajou para Minas Gerais e, na volta, apresentou os sintomas da doença. Ela teria sido contaminada em abril deste ano. O último caso da doença aconteceu em novembro de 2016, sem óbitos confirmados.
“É importante esclarecer que o caso é isolado e de uma infecção que não aconteceu na cidade, portanto, não é preciso preocupação. Apesar disso, seguimos com os trabalhos de combate ao mosquito aedes, que também é transmissor desta doença", disse o secretário Filemon Silvano.
Os principais sintomas são febre acima de 38,5 graus, de início repentino, e dores intensas nas articulações de pés e mãos – dedos, tornozelos e pulsos. Pode ocorrer, também, dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Cerca de 30% dos casos não chegam a desenvolver sintomas. O início dos sintomas pode levar de dois a dez dias para ocorrer.
A doença é causada pelo vírus Chikungunya, que pode ser transmitido pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, os mesmos que transmitem a dengue e a febre amarela, respectivamente. Segundo a SMS, no sábado (13), acontece no bairro Algodoal um arrastão para a identificação e eliminação de possíveis criadouros dos mosquitos.
A principal diferença entre a dengue e a chikungunya é a dor nas articulações, muito mais intensa na chikungunya, afetando principalmente pés e mãos, geralmente tornozelos e pulsos. Ao contrário do que acontece com a dengue, não existe uma forma hemorrágica da doença e é raro surgirem complicações graves, embora a artrite possa continuar ativa por muito tempo.
Na fase aguda, o tratamento é apenas dos sintomas. Medicamentos para dor e para febre são indicados para aliviar os sintomas. Manter o doente bem hidratado e em repouso são medidas essenciais para a sua recuperação. Os sintomas, em geral, desaparecem dez dias após seu aparecimento. No entanto, as dores nas articulações podem persistir por meses. Nesses casos, o paciente deve voltar à unidade de saúde para avaliação médica.