COVID-19

Arcturus: nova variante já circula pelo Estado de SP; médico de Piracicaba explica

Por Ronaldo Castilho | ronaldo.castilho@jpjornal.com.br
| Tempo de leitura: 2 min
Alessandro Maschio/JP
A capital paulista confirmou nessa segunda-feira (1º) o primeiro caso da variante XBB.1.16 da covid-19, também conhecida como Arcturus
A capital paulista confirmou nessa segunda-feira (1º) o primeiro caso da variante XBB.1.16 da covid-19, também conhecida como Arcturus

A capital paulista confirmou nessa segunda-feira (1º) o primeiro caso da variante XBB.1.16 da covid-19, também conhecida como Arcturus. Segundo a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), o paciente é um homem de 75 anos, acamado e com comorbidades, que apresentou os sintomas de síndrome gripal e febre persistente no dia 7 de abril.

De acordo com as informações, ele foi encaminhado para atendimento em um hospital privado de São Paulo e recebeu alta médica na última quinta-feira (27). O homem possui o esquema vacinal completo contra a covid-19, inclusive, com a dose da Pfizer bivalente.

A SMS informou ainda que a variante está sendo monitorada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma variante de interesse, que até o momento não apresentou gravidade ou aumento no número de casos na cidade de São Paulo. Entre os principais sintomas causados pela nova variante estão irritação nos olhos (parecidos com conjuntivite), tosse seca e episódios febris.

Segundo o médico infectologista de Piracicaba, Tuffi Chalita, a Arcturus é uma subvariante do coronavírus e as vacinas aplicadas no Brasil conseguem inutilizar essa nova variante. “As vacinas aplicadas no Brasil têm ação efetiva, principalmente as bivalentes, porque a Arcturus é uma subvariante da subcepa anterior denominada de Kraken, ou (XBB.1.15), diante disso, as vacinas são eficazes”, explicou.

“Até o momento, essa variante não apresenta risco de hospitalização e mortes, por ser mais leve, igualmente como as outras subvariantes da Ômicron”, enfatizou Chalita.

O infectologista também disse como surge uma nova cepa. “Arcturus surgiu exatamente como as outras subcepas, com mutação genética. E por que acontece isso? Pelo fato das pessoas ficarem desprotegidas, muitas pessoas até hoje resistem em tomar vacinas, ou tomar algumas doses, mas não tomam a bivalente, diante disso, ficam doentes, e com possibilidades de mutações do vírus, surgindo novas subcepas”, alertou.

Como orientação médica, o infectologista salientou sobre manter o distanciamento. “Manter o distanciamento social na medida do possível, uso de máscaras faciais em ambientes fechados. Os sintomas dessa nova cepa, além de febre, dor no corpo, mal-estar, tosse, espirro, dor de garganta, ela tem também a conjuntivite, ou seja, a parte branca do olho fica avermelhada, é uma característica diferente das outras cepas”, disse.

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