ICMS

Mais caro: gás de cozinha vai subir e preço deve chegar a R$ 112

Por Roberto Gardinalli | roberto.gardinalli@jpjornal.com.br
| Tempo de leitura: 2 min
Claudinho Coradini/JP
‘Próxima compra do estoque deve ser com preço novo’
‘Próxima compra do estoque deve ser com preço novo’

O preço médio do gás de cozinha em Piracicaba deve subir entre R$ 5 e R$ 6 por botijão a partir dessa semana, com a mudança na forma de cobrança do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), que entrou em vigor na segunda-feira (1°). Agora, a alíquota será cobrada de forma monofásica, ou seja, de forma única em todo o Brasil, o que foi definido como cobrança. Com isso, o botijão de gás de 13kg, o mais comum, deve passar a custar até R$ 111,99. Em média, o preço do gás de cozinha cobrado na cidade é de R$ 105,99, de acordo com balanço semanal divulgado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo).

Antes da alteração, o GLP tinha uma alíquota de ICMS fixa de 18% no valor final de revenda. Agora, será cobrado um R$ 1,25 por quilo. De acordo com o Sindigás (Sindicato Nacional da Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo), no Estado de São Paulo,oaumento do ICMS deve gerar um impacto no preço final do produto de 28,5%. No Brasil, a oneração deve chegar em até 11,9% de acordo com os cálculos do sindicato. “O valor médio do tributo em território nacional é de R$ 14,60. O aumento para R$ 16,34 (valor adotado por todas as unidades da Federação)representa alta de 11,9% na parcela do imposto”, informou a entidade em nota.

Em Piracicaba, o repasse do ICMS deve começar a ser visto nos preços durante a semana. “Aqui na minha distribuidora ainda não chegou esse aumento porque fiz o último pedido na semana passada. Mas como o reajuste começou a valer no dia 1°, é provável que a minha próxima compra já tenha esse reajuste”, disse Manoel Aparecido dos Santos, proprietário de uma distribuidora de água e gás. “Esse valor é até enquanto durar o estoque”, disse.

Segundo o comerciante, o movimento da loja aumentou durante o fim de semana antes do início da nova cobrança do ICMS. “Acredito que o pessoal tenha vindo comprar já pensando que o preço vai aumentar”, comentou. “Mas vale lembrar que só será repassado o que vier para nós. Não é aumento no preço,esim repasse do ICMS”, completou. A mudança na forma de cobrança do ICMS passou a ser válida, também para o diesel.

Em nota, o Sindigás nacional criticou a nova forma de cobrança, e “O Sindigás considera inaceitável possíveis aumentos de custos dos produtos com a implementação do sistema monofásico do ICMS a partir de 1° de maio de 2023. A existência de questões/requisitos técnicos e regulatórios necessários ainda não definidos pelas diversas unidades federativas trouxe um cenário de total insegurança para todos os elos da cadeia de abastecimento do GLP”, citou.

“Os riscos envolvidos (tributário, operacional, econômico) são de extrema relevância, pois a referida mudança envolve ajustes em áreas como faturamento, tributária (apuração e recolhimento do ICMS, apresentação de obrigações acessórias) e contabilidade que já começam a impactar a cadeia produtiva”, finalizou.

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