DOENÇA

Piracicaba tem seis casos de meningite em 2023

Por Roberto Gardinalli |
| Tempo de leitura: 3 min
Alessandro Maschio/JP

Dados da SMS (Secretaria Municipal de Saúde) de Piracicaba mostram que seis casos de meningite foram confirmados na cidade desde o início do ano. No total, foram duas confirmações em janeiro, uma em fevereiro, duas em março e uma em abril. A Secretaria recebeu dez notificações da doença. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (20). A doença atinge, principalmente, crianças.

Ainda de acordo com a SMS, o número de registros da doença nesse ano é menor do que o do ano passado. Em 2022, foram anotadas 21 notificações para meningite, sendo que 16 casos foram confirmados. Em 2021, a cidade teve, também, dez notificações. Porém, sete casos positivos da doença foram anotados.

De acordo com os dados da Prefeitura de Piracicaba, em 2021, 94,7% da população em idade para se vacinar contra a meningite foi imunizada. Em 2022, o percentual foi de 96,52%. Com isso, a cobertura vacinal da doença está acima da média para o Estado de São Paulo, que foi de 75,5% no ano passado. A recomendação do Ministério da Saúde é a de que pelo menos 95% do público-alvo seja imunizado.

De acordo com o infectologista Tufi Chalita, a vacinação contra a doença é a melhor forma de prevenção no caso das variantes que possuem cobertura vacinal. “É sempre bom lembrar que essas vacinas são contra a meningite meningocócica. Todas elas requerem um reforço de, pelo menos, duas doses”, disse. Segundo o especialista, a meningite é uma inflamação na meninge, um conjunto de três membranas que envolve o cérebro. Ela é uma doença que pode ser causada por vários fatores, que vão desde a contaminação por vírus, bactérias e até por acidentes que podem impactar a região.

“Pode ser a meningite viral que é mais branda. Existem, também, as meningites bacterianas, e têm as meningites que são causadas por acidentes, por uma sinusite que acaba caindo na corrente sanguínea, por exemplo. Então, não é uma doença com uma única causa, e sim uma síndrome que tem múltiplas causas. Algumas têm cobertura vacinal, outras não”, disse.“É sempre bom lembrar que essas vacinas são contra a meningite meningocócica, e todas elas requerem pelo menos duas doses”, completou.

A transmissão acontece, principalmente, de pessoa para pessoa pelas vias respiratórias e contato com secreções. Na meningite bacteriana, algumas bactérias se espalham de uma pessoa para outra pelas vias respiratórias, por gotículas e secreções do nariz e da garganta. Outras bactérias podem se espalhar por alimentos. As meningites virais costumam ser mais leves e os sintomas se parecem com os das gripes e resfriados. Os sintomas são febre, dor de cabeça, rigidez da nuca, falta de apetite e irritação. Meningites bacterianas são mais graves e provocam febre alta, mal-estar, vômitos, dor forte de cabeça e no pescoço, dificuldade para encostar o queixo no peito e, às vezes, manchas vermelhas espalhadas pelo corpo. Esse é um sinal de que a infecção está se alastrando rapidamente pelo sangue e o risco de infecção generalizada aumenta muito. Uma unidade de saúde deve ser procurada o mais rápido possível no caso de sintomas.

“A meningite, principalmente meningocócica, se não diagnosticada precocemente, pode deixar sequelas no indivíduo, que vão de demência, paraplegia, baixa capacidade de raciocínio e até surdez. A recomendação principal é a vacina, que é de graça e todas as crianças devem tomar”, finalizou o especialista.

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