Uma mulher de 46 anos, mãe de uma aluna de 15 anos, invadiu a Escola Estadual Manoel Dias de Almeida, no Centro de Saltinho, na tarde de 22 de março. Ela foi até a sala de aula e agrediu fisicamente outra aluna de 15 anos, com um tapa no rosto, sendo contida pela monitora da escola.
A mãe da aluna agredida relatou ter recebido uma ligação de sua sobrinha informando que sua filha foi agredida pela mãe de uma estudante com um tapa na região do maxilar. Ainda segundo ela, os alunos informaram que agressora invadiu a escola e se dirigiu até a sala de aula para xingar e gritar com os alunos.
A mãe da vítima afirmou ainda que, em momento algum, ameaçou a suposta agressora, mas confirmou que postou nas redes sociais um texto relatando a situação ocorrida.
Por outro lado, a suposta agressora informou para as autoridades policiais que sua filha estava sofrendo bullying, e que três alunas da sala, inclusive a agredida, a chamava de “testuda”. Diante disso, a aluna enviou uma mensagem para sua mãe e tia (que faz parte do Conselho Tutelar do Município de Saltinho) para comparecer até a escola, pois ela teria discutido com a aluna agredida. A mãe, então, teria ido até a porta da sala de aula e questionado as alunas. “São vocês que estão fazendo isso com minha filha? Se são, então parem, pois ela não está bem”, teria dito.
A mãe, então, relatou que a aluna agredida foi para cima dela, e uma professora tentou segurar para conter o avanço da aluna. A mãe e suposta agressora, colocou as mãos em frente, vindo a tocar em seu pescoço.
A mãe que supostamente teria agredido a aluna, informou no Boletim de Ocorrência que sua filha passa por crises de ansiedade e pânico. Sendo que a mãe já solicitou para a direção da escola que a filha fosse para uma outra sala de aula. A tia, que trabalha no Conselho Tutelar e que estava junto no dia da suposta agressão, disse que a diretora foi omissa, e informou que a mãe da aluna agredida postou em redes sociais sua foto com ofensas.
Ao JP, ontem a tarde (19), a mãe da aluna agredida disse que se sente ameaçada. “Estou com medo, hoje não posso mais trabalhar, tenho que ficar em casa com o celular na mão, com receio que elas voltem a invadir a escola e façam algo pior com minha filha”, disse. “Hoje, elas vivem a vida normalmente,eeueminha filha ficamos trancadas em casa com medo”, declarou.
NOTA DA SEDUC-SP
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) repudia todo e qualquer ato de violência dentro ou fora das escolas. Foi registrado Boletim de Ocorrência e todas as providências necessárias para a proteção dos envolvidos foram tomadas. A aluna e a funcionária foram prontamente atendidas.
O Conviva apoiará as ações junto à comunidade escolar. O caso foi inserido na Placon, plataforma do Conviva-SP, que é usada para registrar todas as ocorrências escolares. A Diretoria de Ensino em Piracicaba e a unidade seguem à disposição para esclarecimentos.
NOTA DO CONSELHO TUTELAR DE SALTINHO
O Conselho Tutelar de Saltinho informou ter tomado todas as providências cabíveis dentro de suas atribuições previstas pelo ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). “Em relação a conduta da conselheira tutelar envolvida, informamos que a mesma se encontrava em gozo de suas férias. Entretanto, isso foi uma conduta isolada da conselheira envolvida, e não condiz com a atitude das demais conselheiras. Quanto a responsabilização da conselheira envolvida, não cabe ao Conselho Tutelar tomar providência e, sim, ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, órgão responsável por averiguar qualquer conduta inadequada ou incompatível com o cargo de Conselheira Tutelar, por intermédio de processo disciplinar previsto na Lei Municipal 798/23”, diz a nota.
“Temos ainda a informar que o Conselho Tutelar contatou um membro do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, o qual informou que a denúncia já foi formalizada naquele órgão, cabendo a este tomar providências necessárias”.
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Comentários
1 Comentários
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Solange 23/04/2023Só actão que a mãe deveria ter feito um boletim de ocorrência e entrado com um processo contra as meninas que estavam fazendo sua filha sofrer psicologicamente