O setor de serviços recuou 3,1% em janeiro após uma alta recorde da mesma magnitude em dezembro, que levou o setor a fechar o ano com alta de 8,3%. Com o resultado, o setor elimina o ganho acumulado de 3% observado nos meses de novembro e dezembro de 2022. Ainda assim, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a base de comparação se encontra em um patamar elevado. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços e foram divulgados nesta sexta-feira (14), pelo instituto.
A retratação de 3,1% do volume de serviços em janeiro deste ano, na série ajustada sazonalmente, foi acompanhada por três das cinco atividades investigadas, com destaque para os setores de transportes (-3,7%) e de outros serviços (-9,9%). O outro recuo do mês veio dos serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,5%), após terem registrado expansão de 3,8% no período novembro-dezembro do ano passado.
Informação e comunicação vem no sentido oposto com (1,0%) e serviços prestados à família (1,0%) exerceram as contribuições positivas do mês, com o primeiro setor recuperando parte da queda (-2,5%) verificada nos dois últimos meses de 2022; e o último assinalando o segundo resultado positivo seguido, período em que acumulou um ganho de 3,5%.
Entre os setores, o de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (6,0%) exerceu a principal contribuição positiva sobre o volume total de serviços, impulsionado, em grande medida, pelo aumento de receita das empresas pertencentes aos ramos de rodoviário coletivo de passageiros; transporte rodoviário de cargas; gestão de portos e terminais; ferroviários de cargas, armazenamento; e estacionamento de veículos.
O impacto negativo mais intenso veio do Distrito Federal (-7,2%), Rio de Janeiro (-5,5%), Minas Gerais e São Paulo (-2,6%). A principal contribuição positiva do mês foi do Piauí (13,3%), seguido por Espírito Santo (3,9%), Paraná (3,0%) e Bahia (2,4%).
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