O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) registrou alta de 0,71% em março, foi a menor taxa para o mês desde 2020, quando subiu 0,07% informou na manhã de ontem (11), o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em março de 2022, o IPCA tinha sido de 1,62%, em fevereiro deste ano, o indicador apresentou alta de 0,84%.
As projeções do mercado previam um avanço desde 0,69% a 0,85%, mas ficou na casa de 0,77%, ou seja, dentro do intervalo das estimativas dos analistas do mercado financeiro. A tava acumulada pela inflação no ano ficou em 2,09%.
A alta de março foi puxada pelo grupo de transportes, responsável pelo maior impacto (0,43 ponto percentual) e maior variação (2,11%). Em seguida figuram saúde e cuidados pessoais (0,82%) e habitação (0,57%), que desaceleraram em relação a fevereiro. Na outra ponta, artigos de residência (-0,27%), que teve alta de 0,11% em fevereiro, foi o único grupo com queda em março.
A tava teve forte desaceleração no acumulado dos últimos 12 meses, passando de 5,60%, em fevereiro para 4,65% em março. O resultado foi mais baixo desde janeiro de 2021, quando estava em 4,56%. A meta inflacionária perseguida pelo Banco Central é de 3,25% que tem teto de tolerância de 4,75%.
COMBUSTÍVEIS
A gasolina (8,33%) registou o maior impacto individual no índice de março (0,39 p.p.), sendo um dos principais subitens com peso na alta verificada em transportes. O etanol (3,20%) também teve destaque nesse sentido. O IBGE destaca o efeito da alta de impostos nesse processo. Os resultados da gasolina e do etanol foram influenciados principalmente pelo retorno da cobrança de impostos federais no início do mês.
CONSTRUÇÃO CIVIL
O Sinapi (Índice Nacional da Construção Civil) variou 0,20% em março, ficando 0,12 ponto percentual abaixo de fevereiro (0,08%). No acumulado dos últimos 12 meses, a taxa é de 9,06%, abaixo dos 9,92% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em março de 2022, o índice foi de 0,99%%.
Segundo o levantamento, o custo nacional da construção, por metro quadrado, que em fevereiro fechou em R$ 1.685,74, passou em março para R$ 1.689,13, sendo R$ 1.002,60 relativos aos materiais e R$ 686,53 à mão de obra.