SEMANA SANTA

Bispo da Diocese de Piracicaba explica o que é o Tríduo Pascal, que termina hoje

Por Roberto Gardinalli | roberto.gardinalli@jpjornal.com.br
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/Diocese de Piracicaba

O Tríduo Pascal, período que se inicia na Quinta-Feira Santa e termina no Sábado de Aleluia ao final da Semana Santa, é considerado pela tradição da Igreja Católica como um dos momentos mais importantes do calendário cristão. De acordo com a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), o Tríduo Pascal é tido como o início das celebrações da Páscoa e a ressurreição de Jesus Cristo.

O Tríduo Pascal acontece ao final da Semana Santa. De acordo com o bispo Dom Devair Araújo da Fonseca, da Diocese de Piracicaba, além da preparação para a ressurreição, uma série de celebrações acontecem durante o período. Como parte da preparação para o Domingo de Páscoa, diversas celebrações acontecem na Igreja Católica, com início ainda na Quinta-Feira Santa. “A Quinta-Feira Santa marca o início da celebração do Tríduo Pascal. Na manhã, temos início da celebração do Crisma, quando os padres renovam as promessas sacerdotais e quando é abençoado o óleo dos catecúmenos e o óleo dos enfermos, e é consagrado o óleo do Crisma”, explica o bispo. “À noite, acontece a celebração da missa do Lava Pés. É a última cena de Jesus Cristo como seus discípulos. Nessa celebração, os discípulos tem diante de si o testemunho de Jesus, que se coloca como aquele que vem a servir. Nessa celebração se marca o serviço, nós estamos à serviço da comunidade, mas também deste grande mistério da fé, que é a eucaristia”, comenta.

Na Sexta-Feira Santa, também chamada de Sexta-Feira da Paixão, a principal celebração acontece tradicionalmente às 15h, horário em que, segundo a Bíblia, Jesus Cristo foi crucificado. “Na Sexta-Feira Santa temos a celebração da Paixão do Senhor, às 15h, horário em que todas as igrejas celebram esse momento. Não se trata apenas da adoração do objeto, mas naquela cruz, reconhecemos o sacrifício de Cristo por nós”, diz Dom Devair. “É a adoração do Cristo que se coloca na cruz para a nossa salvação”, completa.

No Sábado de Aleluia, acontece a celebração da vigília de Páscoa, em preparação para a ressurreição de Cristo. “No sábado, chamado Sábado Santo, ou Sábado de Aleluia, temos a vigília de Páscoa. Santo Agostinho dizia que era a mãe de todas as vigílias, onde celebramos o mistério do cumprimento da vontade de Deus e como esse mistério se realiza no sacrifício de Cristo na cruz e sua ressurreição”, explica o bispo.

“A Páscoa é sempre um momento de muita alegria para nós, um momento de muita esperança e renovação da vida. A Semana Santa está no centro da importância da nossa fé cristão, isso porque celebramos a Paixão, morte e ressurreição do Senhor”, explica o bispo. “Mas vale lembrar que a Semana Santa não é um tempo de festa, não é um tempo de viagens. É um tempo para a renovação da nossa fé”, completa.

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