APÓS ATAQUES

Presidente da Apeoesp fala de violência em escolas: ‘Precisamos de paz’

Por Roberto Gardinalli | roberto.gardinalli@jpjornal.com.br
| Tempo de leitura: 2 min
Alessandro Maschio/JP
‘Escolas devem ter monitoramento e controle de entrada’
‘Escolas devem ter monitoramento e controle de entrada’

A presidente da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) e deputada estadual, Professora Bebel (PT), pediu a elaboração de medidas de segurança em escolas, em nota emitida pela entidade, no dia em que um homem matou quatro crianças em uma creche na cidade de Blumenau (SC). O documento foi divulgado ontem (5), dia do ataque.

“Esta quarta-feira foi de profunda tristeza. Um homem invadiu uma creche em Blumenau (SC) e assassinou covardemente quatro crianças, deixando outra gravemente ferida. No dia anterior, em São Paulo, uma bomba foi arremessada para dentro de uma escola estadual. Uma professora foi internada com ferimentos no rosto e sequelas no tímpano”, cita. “Na semana anterior, além do assassinato da professora Elizabeth Terneiro, na Escola Estadual Thomazia Montoro, proliferaram tentativas de crimes com armas brancas em muitas escolas de São Paulo e em outros estados”, comentou.

Na nota, a presidente diz que é importante que medidas de segurança sejam tomadas, mas criticou sugestões, como a presença de seguranças armados nas escolas. Na opinião dela, isso geraria ainda mais conflitos no ambiente escolar. “A redução da violência nas escolas não se dará com policiais armados dentro das unidades escolares. Isso poderá apenas causar confrontos, porque pessoas que fazem esse tipo de coisa não recuarão por saberem da presença de um policial armado. Há casos, inclusive, em que um confronto está em seus planos”, comentou.

“É necessário a elaboração de políticas preventivas, conscientização, controles de entradas, monitoramento, o que requer investimentos, estruturas, contratação de mais servidores públicos, mais professores, mediadores, psicólogos dentro das unidades escolares, melhoria do processo educativo, uma escola mais humana e participativa. E, também, políticas de promoção da paz na sociedade e nas escolas”, finaliza a carta.

NOVO ENSINO MÉDIO

No mesmo dia, Bebel comentou, também, a suspensão do chamado Novo Ensino Médio, em vigor desde 2017, quando o então presidente Michel Temer (MDB) enviou ao Congresso uma medida provisória que definiu as novas diretrizes.Omodelo foi suspenso pelo ministro da Educação, Camilo Santana, publicada na última terça-feira (4). “Falar em dividir disciplinas e transformá-las em itinerários foi uma grande farsa, uma forma de minimizar o conteúdo nas escolas. Foi uma vitória substancial para a educação brasileira”, disse a deputada.

O modelo do Enem que entraria em vigor em 2024 também foi suspenso pela portaria do MEC por 60 dias para discussão na mudança do formato da prova.

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