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Cesta básica em Piracicaba tem queda no preço puxada por alimentos

Por Roberto Gardinalli | roberto.gardinalli@jpjornal.com.br
| Tempo de leitura: 3 min
Arquivo/JP

A cesta básica teve uma queda geral no preço de 0,84% em fevereiro de 2023, de acordo com o estudo ICB-Esalq/Fealq, divulgado na última sexta-feira, 31 de março. Segundo o estudo, o valor total da cesta de produtos utilizados por uma família em um mês, caiu de R$ 1.254,64 para R$ 1.244,11 entre janeiro e fevereiro desse ano. As principais variações anotadas foram nos alimentos, que tiveram redução geral de 1,08% no mês, seguido dos produtos de limpeza, cujos preços caíram 0,56% no mesmo período. Os itens de higiene pessoal, porém, registraram um aumento de 1,07% no mesmo período.

Segundo o estudo, os itens que teve a queda mais acentuada de preço foi o óleo de soja, que é vendido em média a R$ 8,03 nos supermercados de Piracicaba. O valor é 7,06% com relação a janeiro, quando o item foi encontrado a R$ 8,64. Em seguida, a batata registrou a maior redução: foi de R$ 6,63 o kg em janeiro, para R$ 6,07 o kg em fevereiro, uma queda de 7,04% em relação a janeiro. Outros produtos como frango e farinha de trigo também registraram queda.

Apesar da redução nos preços, outros itens frequentes na mesa dos brasileiros, como ovos, presunto, leite e pão de forma, registraram aumento nos preços. Com relação aos ovos, o preço da dúzia saltou de R$ 9,98 para R$ 10,89 entre janeiro e fevereiro, uma variação de 8,92%. Já o leite, segunda o presunto, segunda maior alta, saiu de R$ 24,76 o kg, para R$ 26,47. O aumento foi de 6,91% em um mês. O litro do leite passou de R$ 4,78 para R$ 4,99 entre janeiro e fevereiro, o que corresponde a uma alta de 4,39% no preço.

De acordo com a pesquisa, a variação no preço dos alimentos aconteceu por conta da oferta dos produtos, que variou no período. “Em janeiro, o grande volume de chuvas influenciou os preços da batata. Já durante fevereiro, houve efeito contrário por conta da redução das precipitações nas regiões produtoras (PR e SC), possibilitando a retomada em larga escala da colheita, inclusive com intensificação das atividades em importantes centros produtores. Assim houve maior oferta do produto, determinando a redução do preço”, cita o estudo. "Os ovos apresentaram alta significativa. Parte desta variação deve-se ao efeito da

Quaresma, que provoca a substituição de proteínas, aumentando a procura por ovos. Por outro lado, muitos produtores não foram capazes de arcar com os prazos de entrega das encomendas. Pelo lado da oferta, destaca-se o aumento dos custos de produção nos últimos meses, que reduziu a capacidade de aquisição de insumos dos avicultores, provocando uma redução na oferta do produto”, finaliza.

HIGIENE PESSOAL

Mesmo com a redução no valor da cesta básica, os itens de higiene pessoal foram os vilões dos itens da cesta básica no período. Segundo o estudo, o creme dental foi o que mais subiu entre janeiro e fevereiro: o produto passou de R$ 3,67 para R$ 3,97. O aumento foi de 5,59%. Em seguida, o papel higiênico teve a maior alta, saiu de R$ 7,65 para R$ 7,93, aumento de 3,66%. Por fim, os desodorantes subiram 2,15%, e passaram de R$ 13,95 para R$ 14,25. Dos itens analisados pelos pesquisadores, o absorvente não teve variação e o sabonete foi o único que teve queda no preço: foi de R$ 2,64 para R$ 2,47 a unidade, uma variação de 6,44%.

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