RECICLÁVEIS

Para aumentar coleta seletiva, Meio Ambiente quer recolher recicláveis nos ecopontos

Por Da Redação | Jornal de Piracicaba
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Guilherme Leite/Câmara Municipal
Evento reuniu secretário Alex Salvaia e representantes da Piracicaba Ambiental
Evento reuniu secretário Alex Salvaia e representantes da Piracicaba Ambiental

A Simap (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Meio Ambiente de Piracicaba) estuda transformar os ecopontos em locais para recebimento - também - de materiais recicláveis. O projeto-piloto deve começar pela região do Água Branca, a partir de termos de colaboração a serem firmados com entidades gestoras para ampliar a oferta de materiais aceitos nos ecopontos. A medida, apresentada durante audiência pública nesta terça-feira (28), tem por objetivo reverter a queda na coleta seletiva desde o início da pandemia, quando o reaproveitamento desses itens se tornou fonte de renda para um número crescente de famílias, segundo informou o titular da pasta, Alex Salvaia, durante o evento.

De acordo com os dados apresentados pela Simapi, após chegar a retirar de circulação 3.539 milhões de quilos de materiais recicláveis em 2018, maior número da série histórica registrada pela secretaria, a coleta seletiva recuou para 2.366 milhões de quilos em 2020 - primeiro ano da crise gerada pela covid-19 - , 1.967 milhão de quilos em 2021 e 2.187 milhões de quilos em 2022.

A ideia de tornar os ecopontos - que hoje aceitam resíduos de construção civil, móveis e restos de jardinagens - em locais paraapopulação levar materiais recicláveis se soma a outras medidas que vêm sendo avaliadas para ampliar a coleta seletiva.

A audiência foi convocada pelo vereador Gustavo Pompeo (Avante), e serviu para a Simap e a empresa Piracicaba Ambiental, executora desde 2012 da PPP (Parceria Público-Privada) do Lixo no município, prestar em contas dos serviços de 2021 e 2022 e responder a questionamentos de parlamentares e da população que esteve no plenário.

Gustavo Pompeo destacou a necessidade dos esclarecimentos diante do fato de a Câmara, em outubro do ano passado, ter aprovado crédito adicional de até R$ 50 milhões ao orçamento da Simap.

Alex Salvaia disse que já na aprovação da Lei Orçamentária Anual de 2022 “era de conhecimento a necessidade de fazer essa suplementação” posterior, em razão de remanejamentos que a então Sedema (Secretaria Municipal de Defesa do Meio Ambiente) havia sofrido em seu orçamento,oqual não é “engessado” como o das pastas de Educação e Saúde, que constitucionalmente têm percentuais mínimos a serem aplicados.

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