SÉRIE A2

Mesmo com missão quase impossível, torcida ainda sonha com o acesso do XV de Novembro

Por Erivan Monteiro | erivan.monteiro@jpjornal.com.br
| Tempo de leitura: 2 min
Claudinho Coradini/JP
Carlinhos Leite, da AR-XV, sobre o jogo em Campinas: ‘A gente é piracicabano e tem de acreditar’
Carlinhos Leite, da AR-XV, sobre o jogo em Campinas: ‘A gente é piracicabano e tem de acreditar’

O torcedor é assim mesmo: às vezes, não quer enxergar o óbvio. Se apega a fatos, dados, superstições... É desta maneira que parte da torcida quinzista ainda acredita em uma improvável (mas não impossível) virada histórica do Alvinegro Piracicabano neste sábado (1º de abril), às 18h30, no estádio Moisés Lucarelli, diante da Ponte Preta, na partida de volta das semifinais do Paulistão da Série A2.

No jogo de ida, no último sábado (25), no estádio Barão da Serra Negra, o XV de Piracicaba foi goleado pela Macaca e praticamente deu adeus à possibilidade de acesso, que não vem desde quando caiu, em 2016. “Ficou uma ferida forte... Em casa, a gente não deveria tomar 3. Eu acho muito difícil, mas não impossível. A gente é piracicabano e tem de acreditar”, disse o torcedor Carlinhos Leite, líder da AR-XV. 

Felipe Gema, presidente da torcida Esquadrão, pensa parecido. Mesmo ciente de que o Nhô Quim terá de ter uma noite perfeita em Campinas, ele lembra que o time piracicabano já fez história diante do tradicional rival. “Cara... é lembrar que na inauguração do Moisés Lucarelli, o XV estreou as redes do estádio ganhando lá de 3 a 0”, conta. “E em 1995, o XV mandou 6 neles lá em Campinas”, emendou Gema.

O comentarista Renato Canadinho, da Rádio Educadora e Portal Nova 15, é outro piracicabano ouvido pelo Jornal de Piracicaba que ainda não se deu por vencido. “Agora, é juntar os cacos e trabalhar o psicológico, principalmente dos atletas. O acreditar faz parte da disputa e no futebol já pude vivenciar situações semelhantes a esse vivida pelo XV”, explica Canadinho, que dá a receita para a virada. “Primeiro tem de jogar muita bola de depois acreditar em um milagre”, finaliza.

FOCADO

O elenco quinzista segue trabalhando focado na decisão deste sábado. Os trabalhos estão sendo realizados no Barão, com portões fechados ao público e à imprensa. Após sofrer uma goleada por 3 a 0 no jogo de ida, em Piracicaba, a equipe precisa pelo menos empatar o placar agregado – ou seja, devolver os 3 a 0 – no jogo de volta para forçar uma decisão nos pênaltis.

Na outra semifinal, o Novorizontino empatou por 1 a 1 com o Noroeste, em Bauru, e agora precisa de uma vitória simples, no próximo sábado, em seus domínios, para assegurar a volta à Série A1.

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