DEPREDAÇÃO

Vandalismo causou prejuízo de R$ 265 mil em 2022

Por Ronaldo Castilho | ronaldo.castilho@jpjornal.com.br
| Tempo de leitura: 3 min
Alessandro Maschio/JP
Locais vandalizados impedem novos investimentos
Locais vandalizados impedem novos investimentos

Um dos impactos negativos no orçamento do poder público são os atos de vandalismos, que além de ter um prejuízo aos cofres públicos, afetam diretamente o atendimento à população. A estimativa da prefeitura é de aproximadamente R$ 265 mil gastos em 2022, para a recuperação dos locais que sofreram atos de vandalismos e furtos.

Em 2022, a Guarda Civil atendeu 125 ocorrências contra próprios públicos, sendo quatro arrombamentos; 27 de dano e depredação; 52 furtos/furtos tentando; cinco invasões; seis pichações, dois de vandalismo; duas violações e 27 outras ocorrências. Em 2023 até o dia 7 deste mês, foram contabilizados quatro ocorrências contra próprios públicos, sendo dois furtos/furtos tentando em janeiro, um dano ao patrimônio público em fevereiro e outro em março.

Nos prédios da Educação, com furto de fiação, torneiras, refletores, e outros, os prejuízos somaram R$ 64.400, em 2022. Na Saúde, também com furto de fiação e danos na estrutura, os prejuízos chegaram a R$ 16.146, em 2021; R$ 72.343, em 2022 e R$ 3.530, em 2023.

O transporte público também é um setor que enfrenta problemas de vandalismo, segundo dados da Semuttran (Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, Trânsito e Transportes). Em 2022 foram gastos com manutenção de vandalismo cerca de R$ 14 mil nos terminais. Nos banheiros foram trocados os dispensers de sabonete e álcool, substituição de lixeiras, mictórios, vasos sanitários, barras de apoio dos sanitários adaptados, portas dos banheiros, fechaduras, válvulas de descargas e reparos, válvulas de mictórios e reparos, sifões, secadores de mãos, carga de CO2 para desentupimento de ralos, mictórios e vasos sanitários. Nos bebedouros foram trocadas as torneiras e mangueiras e desentupimentos quase que diários das mangueiras coletoras de saída. Seis extintores foram furtados, quatro no TPI (Terminal do Piracicamirim) dois de água 10 litros, e dois de pó 6 kg e dois no TVS (Terminal do Vila Sônia) de pó 6 kg. Mangueiras de incêndio furtadas, refletores furtados da parte externa nos terminais e sensores de presença e plafons nos banheiros furtados e depredados.

Ainda segundo a Semuttran, em 2021, 2022 e 2023 foram vandalizadas em torno de 350 placas de trânsito. O prejuízo anual giram em torno de R$ 32 mil. Também há casos de furtos pela fácil venda de ferro e também outros materiais de sinalização, como cones ou bombas sinalizadoras.

A Semozel (Secretaria Municipal de Obras e Zeladoria) informou que o caso mais comum são os furtos de materiais elétricos. Foram 34 registrados em 2021; 62 em 2022 e 16 em 2023. A estimativa do valor gasto com a reposição dos materiais elétricos furtados nos três anos é de R$ 250 mil.

"Enfrentamos um problema grave na questão do vandalismo, porque quando temos material furtado, além do retrabalho das equipes em repor, temos também gastos para novas compras e manutenção. É importante que a população nos ajude a denunciar casos de furtos, pois assim conseguiremos garantir o bom funcionamento dos aparelhos e espaços públicos na cidade", alerta o titular da Semozel, Paulo Roberto Borges.

“As pessoas precisam se conscientizar que os atos de vandalismo prejudicam a própria segurança da sociedade no trânsito, porque uma placa danificada perde suas características originais e, portanto, a eficácia como dispositivo de controle. Estamos atentos para realizar a troca das placas quando necessário. O mesmo ocorre com o vandalismo em terminais de ônibus, que prejudica as pessoas que dependem diariamente desse importante serviço público. Contamos com a ajuda da população para que esses atos diminuam cada vez mais, porque vandalismo é crime”, falou a titular da Semuttran, Jane Franco Oliveira.

Atos de vandalismo são crime com pena de detenção de seis meses a três anos, além de multa, conforme o inciso III do artigo 163 do Código Penal. Os atos podem ser denunciados pelo telefone 153, da Guarda Civil.

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