DENÚNCIA

Pais denunciam empresa por golpe em venda de curso de Bombeiro Mirim em Piracicaba

Por Ronaldo Castilho | ronaldo.castilho@jpjornal.com.br
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Divulgação
Pais com contrato e recibo de pagamento do curso
Pais com contrato e recibo de pagamento do curso

Famílias de Piracicaba denunciam uma empresa suspeita de aplicar um golpe na venda do curso de Bombeiro Mirim. O que era para ser sábados de aprendizados se tornam pesadelos para algumas famílias de Piracicaba, a promessa é que as crianças aprenderiam práticas de bombeiro civil, mas segundo os pais as aulas são canceladas em cima da hora e quando acontece a maior parte do tempo é de brincadeiras. A empresa é conhecida com Projeto Bombeiro Legal Civil nas redes sociais.

Segundo Ingrid Dayane de Araújo, mãe da Isadora de 5 anos, na apresentação do curso a empresa prometeu muita coisa. “Quando fui na apresentação do curso em um clube da cidade, me apresentaram inúmeras situações positivas, mas no primeiro dia de curso eu já vi que tinha algo errado, mas como já tinha pago, pensei vamos concluir o curso”, disse. Segundo Ingrid o curso teve início no dia 4 de novembro do ano passado, e as aulas sempre começando com atraso por parte da empresa. “Na apresentação eles deixaram bem claros que se o aluno chegasse atrasado os pais pagariam penitência, mas eles mesmo nunca deram exemplo”, explicou.

No dia 17 de dezembro mandaram no grupo de WhatsApp que eles entrariam em férias. “Pensamos que era pelo fato das festas de final de ano, mas que no início de janeiro as aulas voltariam, mas voltou somente em 28 de janeiro, e que não seria mais no clube que foi apresentado o curso, mas sim na Estação da Paulista. No sábado seguinte, eles comunicaram aos pais que não haveria aula e sim lição de casa, enviei mensagem para a empresa questionando, mas não obtivemos resposta”, disse.

Tatiana Borges da Silva disse estar insatisfeita com o curso que prometeram muita coisa e não fui cumprido nem um terço. “As aulas externas são de 15 minutos, o restante é só brincadeiras, no contrato está dizendo que são duas horas de aulas e não contratei a empresa para fazer brincadeiras, o problema que enviamos mensagens para empresa e nunca é respondido”, disse.

Flávia Regina dos Santos viu o curso na página de uma rede social. “Fiz a inscrição para assistir a palestra na apresentação foram prometidos que as crianças aprenderiam muitas coisas e que seguiriam um cronograma, minha insatisfação é imensa, tentamos comunicação com os responsáveis pela empresa, mas sem sucesso, é um descaso, paguei o curso à vista”, esclareceu. Flávia ainda relatou que ouve atraso na entrega dos uniformes. “Além de atrasar para entregar o uniforme veio incompleto, as crianças não tem crachá de identificação, as aulas externas é só brincadeiras, não está sendo ministrado o que foi passado na apresentação do curso”, enfatizou.

Daiane Aparecida Ribeiro Bertolla também inscreveu a filha no curso. “Seria quatro meses de curso com duração de duas horas aos sábados, em um clube da cidade, mas isso não está acontecendo. Na última aula no Engenho Central, as crianças foram em locais que estavam isolados e continham sinalizações de entrada proibida”, disse.

Os pais procuraram o Procon de Piracicaba e também foram até o Plantão Policial para registrar Boletim de Ocorrência, e já procuraram um advogado para orientá-los para entrar com ação coletiva contra a empresa.

A reportagem do Jornal de Piracicaba entrou em contato com a responsável pela empresa, que ficou de enviar uma nota sobre o assunto, mas até o fechamento dessa edição impressa não tinha se manifestado oficialmente.

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