COVID-19

Pandemia completa hoje 3 anos no Brasil; em Piracicaba são mais de 1,6 mil mortos

Por Beto Silva | beto.silva@jpjornal.com.br
| Tempo de leitura: 2 min
Alessandro Maschio/JP
Idosos com comorbidades foram as primeiras vítimas fatais do novo coronavírus
Idosos com comorbidades foram as primeiras vítimas fatais do novo coronavírus

Este domingo (26) é marcado pelos três anos da pandemia do novo coronavírus no Brasil. Neste dia de 2020, era registrado o primeiro caso da doença no País que, hoje, soma 37,020 milhões de casos confirmados e 698,9 mil mortos pela doença, segundo dados do Painel Coronavírus desta sexta-feira (24). Piracicaba, só passou a fazer parte das estatísticas nacionais no dia 13 de março de 2020, quando o Jornal de Piracicaba noticiou com exclusividade, na edição do 14, o primeiro caso positivo da doença. Já a primeira morte por covid-19 na cidade, ocorreu no dia 10 de abril.

De acordo com os dados da Secretaria de Saúde, desde março de 2020 até a sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023, a cidade registrou 413.121 notificações para a covid-19, com 108.779 confirmações e 1.652 vítimas fatais. Segundo a pasta, apesar da redução dos casos e o aparente controle na propagação da covid-19 ainda é preciso ficar alerta aos indicadores e situação epidemiológica local e regional para se antecipar a qualquer movimento que leve a um novo pico da doença.

Outro fator importante para o cenário ‘mais tranquilo’ da doença, segundo a Saúde, é a vacinação da população. Segundo dados da secretaria, foram aplicadas quase 1,1 milhão de doses e mais de 96% da população está com esquema vacinal inicial completo.

De acordo com o infectologista Tufi Chalita, o primeiro caso de covid-19 registrado no mundo ocorreu em 2019, na cidade chinesa de Wuhan. “Quando as primeiras serpas do vírus apareceram, eles eram muito agressivos na parte respiratória e na coagulação, como ela agredia mais os idosos com comorbidades, a morte foi muito intensa. O pico da morte, no meio de 2021 tivemos 4 mil mortes por dia no Brasil”, apontou.

Para ele, avanços como o uso de máscara e do álcool gel na limpeza das mãos, foram determinantes para criar uma barreira na contaminação, tanto para covid-19, como para outras doenças respiratórias. 

O rápido desenvolvimento de vacinas é apontado por Chalita comoa grande revolução para o enfrentamento da doença. O médico aponta como ‘dissabor’ e empecilho ao longo do enfrentamento da pandemia, o governo anterior que, por questões de defesa de pensamentos em relação a política, começou a negar a ciência. “Falou-se que vacina tinha o vírus HIV, que havia um chip que iria controlar a mente, as coisas mais absurdas, o que criou um pânico na população e até hoje nós ainda sofremosporisso”, disse acrescentando que cerca de 20% da população brasileira não tem vacinação completa, muitos portemor.

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