As duas mulheres que foram acusadas ter agredido uma enfermeira de 50 anos, na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Piracicamirim, na sexta-feira, 10, contaram a sua versão da história por intermédio de um Boletim de Ocorrência, feito no dia 11, às 0h10.
A filha do paciente de 29 anos, disse que estavam aguardando o pai dela na sala de espera do Raio X, sendo autorizada pelo médico que estava atendendo a ficar naquele local. Segundo ela, estavam em silêncio, e não estavam atrapalhando qualquer movimentação da unidade de saúde.
A enfermeira de 50 anos pediu para que elas se retirassem do local, pois estavam atrapalhando seu trabalho e o funcionamento da unidade, no mesmo momento a filha do paciente disse que estava aguardando naquela sala, pois tinha autorização do médico, e que não estava atrapalhando, diante disso, a enfermeira se exaltou e começou a agredir verbalmente a filha e a mulher do paciente. “Ela nos chamou de vagabunda”, disse. Segundo o Boletim de Ocorrência a filha do paciente disse que a enfermeira deu um soco em seu rosto, tendo outros pacientes de testemunha.
Após o ocorrido o médico foi falar com a filha da paciente e disse que havia se comunicado com a enfermeira chefe, que ele havia liberado as duas mulheres permanecerem esperando no local e que não havia necessidade de agir daquela forma.
ENTENDA O CASO
Uma enfermeira de 50 anos, procurou o Plantão Policial no domingo, 12, por volta das 10h40, para registrar Boletim de Ocorrência de agressão que aconteceu na sexta-feira, 10, às 21h45, dentro da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Piracicamirim, local de trabalho da enfermeira.
Ela relata que estava no trabalho, quando foi orientar duas mulheres, um de 29 anos e outra de 58 anos, que estavam acompanhando um paciente em atendimento, e que poderia ficar na sala de aplicação somente uma acompanhante, sendo que uma delas deveria se retirar do local, e aguardar na sala de espera.
A filha do paciente de 29 anos, ficou totalmente alterada, iniciando uma discussão com a vítima e em determinado momento passou a lhe agredir, momento que a esposa do paciente de 58 anos, também entrou na discussão tentando também agredir a vítima.
Com a discussão, vieram diversas enfermeiras para conter as duas mulheres, tendo a vítima conseguindo sair do local para acionar a Polícia Militar. Mesmo com a chegada da PM, as mulheres continuaram ameaçando e xingando a vítima. O Boletim de Ocorrência informou que outras funcionárias da unidade de saúde também foram agredidas no momento em que tentavam conter a discussão. A vítima ficou com os braços arranhados e teve o dedo indicador da mão esquerda fraturado, sendo atendida no COT (Centro de Ortopedia e Traumatologia). Ela teve o dedo imobilizado.
NOTA DA PREFEITURA
A Secretaria de Saúde informa que a ocorrência foi devidamente registrada e aguarda apuração a ser realizada pela Polícia Civil.
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