8 de JANEIRO

AGU pede condenação de piracicabana que teria financiado ida de golpistas a Brasília

Por Roberto Gardinalli | roberto.gardinalli@jpjornal.com.br
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Redes Sociais; Joedson Alves/Agência Brasil
Mônica Regina Antoniazi é umas das 54 pessoas arroladas na ação da AGU
Mônica Regina Antoniazi é umas das 54 pessoas arroladas na ação da AGU

A AGU (Advocacia-Geral da União) pediu a condenação da piracicabana Mônica Regina Antoniazi à Justiça Federal de Brasília por participação nos atos que aconteceram na capital federal no último dia 8 de janeiro. O pedido de condenação se estende a 54 pessoas físicas, que são acusadas de participar dos ataques, além de três empresas, uma associação e um sindicato, que teriam financiado a tentativa de golpe de estado. O pedido da AGU é para que as pessoas citadas arquem com o prejuízo da destruição das sedes dos Três Poderes, que foi avaliado em R$ 20,7 milhões.

Em janeiro, a AGU já havia incluído o nome de Mônica em um pedido de bloqueio de bens de 52 pessoas que, até então, eram suspeitas de financiar a ida de pessoas que participaram dos atos golpistas em Brasília. De acordo com a investigação, a piracicabana teria bancado um ônibus, que saiu de Piracicaba com destino à capital federal.

De acordo com o processo, o valor do prejuízo foi calculado a partir de dados apresentados pelo STF (Supremo Tribunal Federal), Palácio do Planalto, Congresso e Senado, após a avaliação dos danos. Este é o primeiro pedido de condenação enviado pela Advocacia-Geral à Justiça Federal de Brasília. Ao todo, 178 pessoas suspeitas de terem financiado a tentativa de golpe já foram acionadas pela Justiça.

Na ação, a AGU afirma que os envolvidos tinham consciência de que a organização dos atos poderia resultar nos danos que foram causados às sedes dos Três poderes. “Os demandados, de vontade livre e consciente, financiaram/participaram de atos que, por assim dizer, se convolaram em atos ilícitos, dos quais resultaram em danos materiais ao patrimônio público federal, Os demandados, pois, ao fretar veículos para transporte de manifestantes para Brasília, no mínimo, assumiram o risco pela prática dos atos ocorridos e pelos danos que deles derivaram, cometendo atos ilícitos”, cita o processo. Mônica foi procurada pelo JP, mas não respondeu até o fechamento da edição.

OUTROS CITADOS

Além de Mônica, outros nomes de moradores da RMP (Região Metropolitana de Piracicaba), que já tiveram os bens bloqueados em janeiro, agora estão na lista da Advocacia-Geral. A AGU pediu a condenação da empresária de Limeira Michely de Paiva Assis, que está presa no Distrito Federal, Zilda Aparecida Dias, de Rio Claro e de Carlos Eduardo Oliveira, o Dú Sorocaba (PL), que é vereador em São Pedro. Eles também foram procurados, mas não se manifestaram sobre o caso.

Comentários

1 Comentários

  • Isa rúcula 18/02/2023
    Faz arminha agora.