ORGULHO TRANS

Aos 35 anos, Mayara conta sua trajetória para mudança de nome e de gênero

Por Beto Silva | beto.silva@jpjornal.com.br
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Divulgação
Mayara Silva pretende fazer a cirurgia de redesignação sexual
Mayara Silva pretende fazer a cirurgia de redesignação sexual

 A educadora social e cozinheira Mayara Silva, 35, conta com orgulho a trajetória para fazer a mudança de nome e de gênero no cartório de registro civil em Piracicaba. Moradora em Piracicaba, mas nascida em Chavantes, ela disse que precisou ir até o cartório da cidade natal com uma solicitação da Defensoria Pública de Piracicaba. A partir daí, segundo Mayara, o processo foi ‘simples e acolhedor’.

“Como eu não nasci em Piracicaba, precisei fazer isso, mas as mulheres e os homens trans, do município, podem ir diretamente ao cartório onde foi registrada e solicitar essa retificação na sua certidão de nascimento, é um direito nosso, uma grande conquista para a população trans, e infelizmente muitas não têm essa informação”, contou.

Mayara iniciou o processo em 2019 e disse que a funcionária do cartório lhe pediu um tempo para que pudesse estudar o caso, pois ela nunca havia feito algo do tipo e  que a educadora  seria a primeira pessoa trans da cidade. 

“Ela foi bastante educada e me tratou super bem.  Não demorou muito para que ela me solicitasse os documentos necessários e assim foi dado andamento no meu processo de retificação na certidão de nascimento. Também com o cartório achei bem tranquilo o atendimento foram bastante receptivos”, contou acrescentando que após a entrega da documentação aguardou por três meses para a retirada do documento.

“A pessoa que me atendeu na época me relatou que eles não abrem o cartório aos sábados, mas fizeram esse sacrifício de abrir somente para me atender. Após eu sair do local, a funcionária me ligou parabenizando, toda feliz pela nova mulher que havia nascido naquele dia”, contou emocionada. 

Mayara disse que desde então  se sente realizada e uma verdadeira mulher, sem  constrangimentos ao apresentar  a documentação. Ela disse que o próximo passo será a cirurgia de redesignação sexual.

“Sou uma mulher transexual, ainda não redesignada, mas pretendo um dia passar pelos procedimentos cirúrgicos, para que eu possa me completar ainda mais como mulher.  Com a retificação de minha certidão de nascimento com nome o sexo me sinto a um passo,para que meu sonho se torne 100% realidade”, comemora.

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