O Barracão 17, do Parque do Engenho Central, abrigou neste domingo (5), a Celebração em Homenagem à Iyemonjá, em alusão ao Dia de Iemanjá, com palestra Crença, Cultura e Tradição da Religião Yorùbá, ministrada pelo babalawô Fabowalê Àdunlayé. O evento foi realizado pela Casa Inzo Yiá Matuê, com apoio da Semac (Secretaria Municipal da Ação Cultural) e do CDCPN (Centro de Documentação, Cultura e Política Negra) e Conepir (Conselho da Comunidade Negra de Piracicaba).
Marilda Soares, responsável pela formação de educação das relações étnico-raciais da SME (Secretaria Municipal de Educação), ressalta que o evento faz referência à uma lei municipal, que garante às comunidades e aos patricantes das religiões de matrizes africanas o direito de celebrar as suas datas especiais. "É um momento importante para nós que estamos sempre trabalhando na preservação da memória, da cultura e das identidades que são múltiplas dentro do processo de formação histórico e social do Brasil."
O nome da orixá Iyemonjá, que se lê Yéyé omo ejá, significa Mãe cujos filhos são peixes. É uma divindade feminina da fertilidade para religiões de matrizes africanas, originalmente associada aos rios e desembocaduras. Como ressalta o babalawô Fabowalê, Iemanjá é a “grande mãe, mãe zelosa, que sempre dá colo”.
O público também foi convidado a caminhar na passarela Pênsil até a beira do rio Piracicaba para depositar oferenda.