O Paulistão da Série A2 finalizou neste final de semana um terço da primeira fase. E o XV de Piracicaba não vai bem na competição, com baixo rendimento e fora da zona de classificação para a segunda fase. Se não bastasse isso, alguns jogadores estão reclamando de fatiga muscular, fruto dos jogos em sequência em virtude do calendário curto.
No meio disso, a torcida, preocupada, começa a reclamar e pede reforços para que o Alvinegro ainda consiga brigar por uma vaga entre os oito melhores. Faltam apenas 10 rodadas, com cinco partidas em casa (onde ainda não venceu) e outras cinco longe de Piracicaba. Com apenas seis pontos conquistados até o momento, o Nhô Quim precisa chegar até os 23 para ter uma chance no G8.
O empate diante do Juventus, no último sábado (28) manteve o jejum do Alvinegro dentro de casa. Foram dois empates (o outro foi contra o Taubaté por 1 a 1) e um revés (2 a 1 para a Ponte Preta). Longe do Barão foram duas partidas: a estreia com vitória diante do Noroeste (3 a 1 em Bauru) e o empate por 1 a 1 diante do então lanterna da Série 2 São Caetano, em São Caetano do Sul. Ou seja, há quatro rodadas que o Nhô Quim não vence na competição.
A sequência das dez partidas restantes do XV de Novembro são as seguintes: Primavera x XV de Piracicaba (1 de fevereiro); XV de Piracicaba e Novorizontino (4 de fevereiro); Oeste x XV de Piracicaba (8 de fevereiro); Linense x XV de Piracicaba (11 de fevereiro); XV de Piracicaba x Lemense (15 de fevereiro); Rio Claro x XV de Piracicaba (18 de fevereiro); XV de Piracicaba x Monte Azul (25 de fevereiro); XV de Piracicaba e Comercial (1 de março); Portuguesa Santista e XV de Piracicaba (5 de março); e XV de Piracicaba e Velo Clube (11 de março).
RECLAMAÇÕES
Ao chegar nos dois últimos terços da fase classificação, o elenco começa a dar sinais de cansaço muscular e alguns jogadores têm reclamado com a comissão técnica, que vê isso como uma preocupação para a sequência da competição, onde haverá jogos decisivos e com uma carga de tensão maior.
“Os atletas, a partir da quinta, sexta rodada, começam a sentir a fadiga dos jogos anteriores. A gente já está tendo caso de atletas chegarem no intervalo já reclamando bastante, como foi o caso do (Maikon) Aquino hoje (sábado) por conta de todo esforço que ele fez em São Caetano”, relatou o técnico Cléber Gaúcho após o duelo diante do Juventus.
E não é só: “O próprio Bruno César (que jogou como titular) falou que aguentaria mais cinco, dez minutos, porque ele não estava conseguindo render mais dentro de campo. O Artur vinha com um desgaste grande também... Se a gente acabe deixando o atleta dentro de campo saturado, a tendência dele machucar é grande. Por isso, a gente tenta ter o máximo de controle em cima disso”, emendou o técnico.