ATAQUES

Quatro moradores da RMP são réus em ação que bloqueia R$ 6,5 milhões por danos no DF

Por Beto Silva |
| Tempo de leitura: 2 min
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Rastro de destruição: sedes dos três poderem foram depredadas em Brasília
Rastro de destruição: sedes dos três poderem foram depredadas em Brasília

Quatro moradores de cidades da RMP (Região Metropolitana de Piracicaba) são réus na ação civil pública para proteção do patrimônio público movida pela AGU (Advocacia Geral da União), que determina o bloqueio de bens, móveis e imóveis, para ressarcimento de R$ 6,539 milhões ao erário federal pelos danos causados às sedes dos três poderes, depois que os prédios foram invadidos e depredados por um grupo de bolsonaristas no domingo (8).

Estão na lista divulgada pela AGU, a moradora de Piracicaba, Mônica Regina Antoniazzi, que é servidora do SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgoto); a moradora de Rio Claro, Zilda Aparecida Dias; Michely Paiva Alves, de Limeira; e Carlos Eduardo Oliveira, que é vereador em São Pedro.

O Jornal de Piracicaba manteve contato com os citados na ação por meio das redes sociais e pelo e-mail do parlamentar, mas não houve retorno.

No total, 52 pessoas envolvidas e sete empresas suspeitas de financiarem o transporte dos envolvidos nos atos são citadas na ação, com pedido de indisponibilidade de bens. “Os réus tiveram papel decisivo no desenrolar fático ocorrido no último dia 8 de janeiro de 2023 e, portanto, devem responder pelos danos causados ao patrimônio

público federal e derivados desses atos, disso decorrendo a sua legitimidade passiva”, traz um trecho da ação.

DANOS 

Segundo a AGU, a estimativa inicial de dano, segundo a nota técnica da Assessoria Técnica da Diretoria-Geral do Senado Federal, avalia o prejuízo causado ao erário, em relação aos atos de vandalismo  dentro da respectiva Casa Legislativa, seria na ordem de R$ 3.500 milhões.

Soma-se a esse valor, segundo a advovacia, os danos causados às dependências do STF (Supremo Tribunal Federal) do Palácio do Planalto,  dos quais ainda não foram repassados os relatórios técnicos oficiais.

“De todo modo, quanto à Câmara dos Deputados já há informações no sítio  institucional no sentido de que o prejuízo preliminar avaliado é de R$ 3.039 milhões, fato que implica um dano mínimo estimado de R$ 6.539 milhões”, traz a ação.

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