SAÚDE

Comissão popular pede adiamento de licitação prevista para esta 3ª feira

Por Beto Silva | beto.silva@jpjornal.com.br
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Claudinho Coradini/JP
Ato aconteceu na manhã desta segunda-feira em frente ao Centro Cívico
Ato aconteceu na manhã desta segunda-feira em frente ao Centro Cívico

Na manifestação realizada nesta terça-feira (9), em frente ao Centro Cívico, cerca de 40 pessoas de lideranças comunitárias e políticas de Piracicaba protestaram contra a decisão da prefeitura de terceirizar as UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) das vilas Sônia e Cristina. A Comissão Popular alega que a decisão de entregar a gestão dessas unidades a uma OSS (Organização Social de Saúde) foi tomada pela administração municipal sem consulta à população dos bairros e usuários. Em reunião com representantes da prefeitura, o grupo pediu o adiamento da abertura dos envelopes das propostas, previstas para a tarde desta terça-feira (10).

O membro da comissão, Márcio Paixão, disse que o ato ocorreu de forma tranquila e que representantes da prefeitura receberam membros do grupo,adeputada estadual Professora Bebel e a vereadora Rai Almeida, ambas do PT.

O grupo foi recebido pelo procurador geral do município, Guilherme Mônaco, e pelo secretário de Administração, Eugênio Stipp.

“O objetivo foi focar na suspensão da abertura dos envelopes que está prevista para acontecer hoje nós colocamos a preocupação de não abrir o processo licitatório sem antes levara discussão para os bairro. Queremos que os movimentos estejam inseridos nessa discussão para entender o que é viável para a população”, afirmou.

Segundo Paixão, o procurador do município se comprometeu a se reunir com o prefeito Luciano Almeida e o secretário de Saúde, Filemon Silvino para avaliar – ainda ontem (9) - pedido de adiamento da abertura das propostas das organizações sociais interessadas em fazer a gestão das unidades.

A principal preocupação dos moradores, segundo ele, é a dificuldade de cobrar pelo atendimento das UPAs, uma vez que – de acordo com ele – a vencedora nem sempreéaorganização que fará a gestão da unidade, podendo terceirizar os serviços.

Paixão aponta que cabe ao Poder Público o oferecimento pelo serviço de saúde e do acesso da população a esse atendimento e citou os problemas ocorridos na UPA ‘Dr. Fortunato Losso”, no Piracicamirim, que foi entregue a uma OSS e após alguns meses devolvida á prefeitura.

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