O nível de endividamento das empresas brasileiras atingiu um número recorde no fechamento de 2021, registrando 57,9%. Esse foi o maior resultado desde 2008, início da série histórica do estudo feito pela Serasa Experian.
Também de acordo com o levantamento, desde 2019 o nível de endividamento veio aumentando e, em 2020, marcou 48,1%. Os dados de endividamento de 2022 no país ainda não foram fechados.
O JP pediu à Serasa números de Piracicaba. Foi apontado que até novembro de 2022, a cidade tinha 16.894 empresas inadimplentes. Em outubro do ano passado, eram 16.043.
Para o economista Luiz Rabi, em 2021, em que a instabilidade econômica perdurou e as empresas estavam financeiramente fragilizadas por causa da pandemia, dois fatores específicos estimularam o endividamento dos donos de negócios no País. “Durante a maior parte de 2021 as taxas de juros eram historicamente baixas, enquanto a oferta de crédito estava em alta, inclusive de linhas como o Pronampe, que foram subsidiadas pelo governo. A combinação desses dois elementos aumentou a impulsionou a busca dos empreendedores por crédito, expandindo o endividamento”.
Outro fator que explica a expansão do endividamento é que, durante a pandemia, muitas empresas tiveram que se reinventar, investindo pesadamente em tecnologias, logísticas e ferramentas/soluções para operarem em canais remotos de atendimento e operação. E, ao invés de consumirem caixa para realizar estes investimentos, uma saída foi aproveitar a configuração favorável do mercado de crédito e financiar tais investimentos.
O estudo inédito da Serasa Experian avaliou cerca de 58 mil demonstrativos financeiros das empresas dos setores primário, industrial, comercial e de serviços da economia brasileira referentes a 2021.